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terça-feira, 14 de junho de 2011

A Grécia pode afundar o euro


Numa altura em que a Standard & Poor’s dá à economia grega a mais baixa notação de crédito do mundo, o editor de Economia do Irish Times defende que, se a longa história de disfunção política e económica do país aponta o seu futuro, os outros 16 países da Zona Euro também estão em risco.


A Grécia é um Estado à beira da falência. Tem falta de coesão social e está profundamente dividida. A sua economia está em estado de choque. Se a história do país serve de guia para o seu futuro, vêm aí problemas muito sérios.
Há mais de um ano, quando a troika das instituições que atualmente supervisionam o apoio financeiro à Irlanda aterrou pela primeira vez em Atenas, havia a esperança de que o país mais mal governado da Europa desenvolvida pudesse ser colocado nos trilhos.
Um novo governo tinha então tomado posse e as suas personalidades mais destacadas pareciam sinceras acerca do empenho numa reforma radical. Muitos gregos, especialmente os jovens e as pessoas cultas que reconheciam o grau de disfuncionalidade do país, apoiaram a rutura. Falou-se muito de oportunidades em tempo de crise.
Essa conversa já não faz sentido. A crise representa agora apenas ameaças e riscos.
Sob muitos aspetos, isso não surpreende. A disfuncionalidade crónica do Estado grego há muito que se instalou. Desde a independência, há quase dois séculos, a Grécia viveu guerra civil, golpes de Estado, deslocamentos em massa de populações, ditaduras e terrorismo.
Não há melhor espelho da sua situação do que a questão que tem atraído a atenção do mundo para o país nos últimos 18 meses: o caos orçamental. De acordo com um estudo feito pelos historiadores económicos Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff, o Estado grego tem sido deficitário cerca de um em cada dois anos, desde que foi fundado, na década de 1820. Lutando com a segunda maior dívida pública do mundo, está de novo a enveredar por essa via.
A incapacidade do Estado grego para permanecer solvente é explicada em parte pela História. Província do Império Otomano durante séculos, a Grécia não acompanhou as grandes alterações políticas e sociais da Europa Ocidental. Uma das consequências disso é uma sociedade civil muito fraca e uma limitada tradição de instituições independentes. Os que exercem o poder político na Grécia fazem-no com um grau de absolutismo invulgar na Europa democrática.
O desencadear da crise da dívida soberana da Europa pela Grécia é disso o exemplo mais pertinente. Em países onde os limites do exercício do poder são respeitados, as estatísticas são tratadas de forma independente. Na Grécia, durante a última década, o Governo forçou o instituto nacional de estatística a publicar números altamente recriados e colocou gente de confiança a garantir que eram os que apareciam.
Após uma mudança de Governo, a extensão da fraude foi revelada no final de 2009. Durante os primeiros meses de 2010, foi-se espalhando lentamente pelo mercado de títulos que o Estado grego estava falido. Desde então, o mundo tem convivido com as consequências da crise da dívida soberana na Zona Euro.

Economia paralela

A vastidão da economia paralela da Grécia reflete não apenas a fraqueza do Estado na aplicação imparcial da lei, mas também uma falta de solidariedade social. Um estudo realizado pelo economista alemão Friedrich Schneider avalia-a em 2010 em um quarto da economia oficial grega, em 2010. Dos 21 países desenvolvidos incluídos na pesquisa, a Grécia liderava a tabela.
A venalidade na vida pública é outra razão para a falência do Estado grego. De acordo com a Trans- parency International, era o país mais corrupto da Europa desenvolvida em 2009 e o 57º do mundo no índice de corrupção da organização (a Irlanda está em 16º [numa escala crescente da incidência da corrupção]).
A corrupção é um hábito muito difícil de eliminar, uma vez instalada. Entre outras coisas, fratura a sociedade. E não faltam tensões e cicatrizes na sociedade grega. Ainda em 1974, o país era uma ditadura militar e sofria todas as injustiças tipicamente associadas a esses regimes, incluindo detenções arbitrárias, tortura e execuções sumárias.
Tudo isso veio somar-se à guerra civil da segunda metade da década de 1940, em que morreram 50.000 pessoas. Hoje, a Grécia continua a ser a sociedade mais militarizada da Europa, com despesas das mais altas do continente para a Defesa. A violência nas ruas é comum e persiste um mundo obscuro de células terroristas, embora pouco ativas nos últimos anos. Se a economia se deteriorar mais, existe o risco de alguns radicais e desesperados procurarem resposta no extremismo violento.
As probabilidades de a situação piorar são elevadas. Tensões sociais e corrupção crescente não são, em si, causa de fraqueza económica – basta ver a China e a Índia –, mas não ajudam. Infelizmente para a Grécia, mesmo que ambos os problemas desaparecessem imediatamente, não há motivos para acreditar que a corrosão económica parasse.
A Grécia exporta tão pouco que é a economia mais fechada dos 27 países que formam a UE. Uma pequena economia de pouco mais de 10 milhões de pessoas não pode nunca enriquecer sem exportar.
E nenhuma economia pode enriquecer sem inovar. O melhor indicador da capacidade de inovação de um país é o montante gasto em investigação e desenvolvimento. Na Grécia, as empresas e o Estado gastam anualmente 0,5% do PIB em investigação, menos de um terço da média da UE. Dos 15 membros mais antigos da UE, manteve constantemente os gastos mais baixos em investigação.
Há poucas razões para se ser otimista em relação à Grécia. A sua economia, política e sociedade não funcionam. Isso não é apenas muito mau para os gregos, mas também para os outros 16 países da Zona Euro. Se o país implodir, pode levar consigo ao fundo a moeda única.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Vamos a Tempo – Mercado de Acções

   

Estava-se no Outono e os índios de uma reserva americana perguntaram ao novo chefe se o inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um chefe índio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo, no entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um inverno frio.
Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia. Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: “O próximo inverno vai ser frio?” -”Parece que na realidade este inverno vai ser mesmo frio” respondeu o meteorologista de serviço.
O chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico: “Vai ser um inverno muito frio?” “Sim,” responderam novamente do outro lado, “O inverno vai ser mesmo muito frio”.
Mais uma vez o chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional: “Vocês têm a certeza que este inverno vai ser mesmo muito frio?” “Absolutamente” respondeu o homem “Vai ser um dos invernos mais frios de sempre.”
“Como podem ter tanto a certeza?” perguntou o Chefe. O meteorologista respondeu “Os índios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos.”
É assim que funciona o mercado de acções.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ignite Portugal incendeia 3 cidades na mesma semana!




Global Ignite Week (09, 11 e 12 Fevereiro)


Será possível em apenas 5 minutos debater o futuro de Portugal num formato inovador e dinâmico, falando de temas abrangentes como ciência, política, cidadania e tecnologia, misturando políticos, artistas, engenheiros, designers e vendedores de castanhas? Acreditamos que SIM!


O movimento Ignite Portugal está cada vez maior e em 2011 vai continuar a "incendiar" e inspirar pessoas por todo o País, começando já na próxima semana de Fevereiro!
Em pouco mais de 1 ano de existência, este movimento totalmente sem fins lucrativos, já realizou 8 eventos, contou com mais de 100 oradores que partilharam mais de 650 minutos de inspiração, que actualmente já ultrapassam os 50.000 views online, para além das mais de 2.000 pessoas que assistiram ao vivo.

Para além disso ajudou a realizar vários sonhos para a associação Terra dos Sonhos, deu origem a movimentos cívicos, vídeos virais, livros, empresas, iniciativas, eventos e outras inspirações várias.

Inseridos no Global Ignite Week, que acontece este ano em Fevereiro, cobrindo mais de 100 cidades de todo o mundo, Portugal vai apresentar 3 eventos distintos, começando com o Porto no dia 09, passando por Coimbra no dia 11 e terminando com um evento especial em Lisboa, no dia 12.


Para quem nunca foi a um evento Ignite, imagine o seguinte cenário:

Um ambiente descontraído, composto de pessoas interessantes e interessadas. O objectivo principal? Assistir a palestras de 5 minutos, compostas por 20 slides que rodam automaticamente a cada 15 segundos, com temas tão diversos como Criatividade, Inovação, Tecnologia, o Sentido da Vida, entre outros. O objectivo secundário? Bom, não será apenas um mas vários: inspirar, ser inspirado, networking, diversão, "brilhozinhos nos olhos", entre outros. O espírito é aberto e democrático, sendo que qualquer pessoa se pode candidatar a ser orador. O mote é "inspirem-nos mas façam-no rápido!"

Um novidade desta edição do Global Ignite Week é ter o mote de IGNITE PORTUGAL para o FUTURO, pelo que a maioria dos oradores foram desafiados a partilharem ideias frescas que ajudem a construir um Portugal melhor, estando inspirado na célebre frase do JFK:  "ask not what your country can do for you - ask what you can do for your country"!


Informações sobre o evento de LISBOA:
Data: 12 de Fevereiro (Sábado)
Local: Sala L (LX FACTORY)
Horário: 14h30 - 23h30
Programa: consultar
Bilhetes: comprar (valor simbólico que reverte para a Associação Terra dos Sonhos)

Informações sobre o evento do PORTO:
Data: 09 de Fevereiro (Quarta)
Local: Maus Hábitos
Horário: 18h30 - 22h00
Programa: consultar
Bilhetes: comprar (valor simbólico que reverte para a Associação Terra dos Sonhos)

Informações sobre o evento de COIMBRA:
Data: 11 de Fevereiro (Sexta)
Local: Casa da Cultura
Horário: 18h30 - 22h00
Programa: consultar
Bilhetes: comprar (valor simbólico que reverte para a Associação Terra dos Sonhos)