quarta-feira, 26 de junho de 2024

Empresas mais lucrativas para um fundo de investimento.

 


Criar uma lista das empresas mais lucrativas para um fundo de investimento em 2024, como se eu fosse um gestor, é uma tarefa complexa e com alta responsabilidade.

Diversos fatores influenciam na lucratividade de uma empresa, e essa análise exige um estudo profundo e constante, considerando:

Situação financeira: Analisar os demonstrativos financeiros da empresa, como balanço patrimonial, demonstrativo de resultados e demonstrativo do fluxo de caixa, é crucial para entender sua saúde financeira, lucratividade e capacidade de gerar dividendos.

Perspectivas de crescimento: Avaliar as perspectivas de crescimento futuro da empresa, considerando o seu setor de atuação, plano estratégico, lançamentos de novos produtos ou serviços e condições de mercado, é fundamental para determinar seu potencial de lucratividade.

Histórico de pagamentos de dividendos: Empresas com histórico consistente de pagamento de dividendos demonstram estabilidade e capacidade de distribuir lucros aos acionistas, o que pode ser um atrativo para o fundo de investimento.

Diversificação: É importante diversificar os investimentos do fundo em diferentes setores e empresas para reduzir os riscos e aumentar as chances de sucesso.

terça-feira, 25 de junho de 2024

Qual as ações que pagam os mais altos dividendos no ano de 2024 nos EUA?



Afirmar com total segurança quais ações possuem os maiores dividendos nos EUA em 2024 é um pouco irresponsável, pois depende de diversos fatores que podem mudar a qualquer momento.

No entanto, posso te apresentar algumas opções que se destacaram até o momento por suas promessas de dividendos atrativos e histórico de pagamentos consistentes:

1. AbbVie (ABBV): Empresa farmacêutica com um rendimento de dividendos de cerca de 6,7%. Possui um histórico de aumento de dividendos por 54 anos consecutivos.

2. T. Rowe Price Group (TROW): Empresa de serviços financeiros com um rendimento de dividendos de aproximadamente 5,9%. A TROW também possui um histórico de aumento de dividendos por 36 anos consecutivos.

3. Southern Company (SO): Companhia de utilidade pública com um rendimento de dividendos de cerca de 5,4%. A Southern Company tem um histórico de aumento de dividendos por 51 anos consecutivos.

4. Johnson & Johnson (JNJ): Empresa farmacêutica com um rendimento de dividendos de aproximadamente 3,7%. A JNJ possui um histórico de aumento de dividendos por 59 anos consecutivos.

5. Medtronic (MDT): Empresa de tecnologia médica com um rendimento de dividendos de cerca de 3,4%. A Medtronic tem um histórico de aumento de dividendos por 43 anos consecutivos.

Lembre-se que, antes de investir em qualquer ação, é crucial realizar uma análise profunda da empresa, considerando sua situação financeira, perspectivas de crescimento e histórico de pagamentos de dividendos.

Ações portuguesas com maiores dividendos previstos para 2024.

 


Ibersol (ISP): Com um dividendo yield de 10,5%, a Ibersol se destaca como a ação com o maior dividendo previsto para 2024 em Portugal. A empresa atua no ramo de hotelaria e turismo.

Nos SGPS (NOS): A Nos, empresa de telecomunicações, possui um dividendo yield de 8,5% e é considerada uma opção atrativa para quem busca renda passiva.

Navigator (NAV): A Navigator, empresa de produção de celulose e papel, apresenta um dividendo yield de 7,8% e um histórico sólido de pagamento de dividendos.

Altri (ALT): A Altri, empresa do ramo de pasta e papel, florestas e energia, oferece um dividendo yield de 6,7% e também possui um histórico consistente de distribuição de dividendos.

BCP (BCP): O Banco Comercial Português (BCP) apresenta um dividendo yield de 5,8% e é uma das maiores instituições financeiras de Portugal.

CTT - Correios de Portugal (CTT): Os Correios de Portugal (CTT) oferecem um dividendo yield de 5,7% e se destacam como empresa de serviço público essencial.

Mota-Engil (MOT): A Mota-Engil, empresa de construção civil e engenharia, possui um dividendo yield de 5,4% e atua em diversos projetos de infraestrutura.

REN - Redes Energéticas Nacionais (REN): A REN, empresa de transporte de energia, oferece um dividendo yield de 5,3% e é um importante player no setor energético português.

Sonae (SON): A Sonae, conglomerado empresarial com atuação em diversos setores, apresenta um dividendo yield de 5,1% e possui um histórico de dividendos estável.

Importante:
Dividendos futuros: Os valores de dividendos são previsões e podem sofrer alterações. Analise as empresas em detalhes antes de investir.

Retorno do Investimento: O retorno do investimento depende do preço da ação na hora da compra e dos dividendos recebidos.

Diversificação: Diversifique seus investimentos para reduzir riscos.
Análise individual: Cada empresa possui características únicas. Analise cada uma antes de investir.

Riscos: Investir em ações envolve riscos. Tenha ciência disso antes de tomar qualquer decisão.

Orientação profissional: Consulte um consultor financeiro para um plano personalizado.

Lembre-se:
Gerar renda passiva com dividendos exige planejamento, estudo e investimento consciente.

Invista com responsabilidade, considerando seus objetivos financeiros, tolerância ao risco e perfil de investidor.

quinta-feira, 20 de junho de 2024

SEC encerrará investigação sobre Ethereum 2.0

 A transição do Ethereum para o Ethereum 2.0, que introduz o modelo de Proof-of-Stake, levantou preocupações entre reguladores sobre como essa mudança afetaria a classificação do Ethereum como um ativo digital.

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‘A Divisão de Execução da SEC nos notificou que está encerrando sua investigação sobre o Ethereum 2.0’, escreveu a Consensys em postagem no X. ‘Isso significa que a SEC não apresentará acusações alegando que as vendas de ETH são transações de títulos’.

A SEC estava examinando se o Ethereum 2.0 poderia ser considerado um valor mobiliário sob as leis americanas, uma questão crucial que poderia impactar a forma como a criptomoeda é negociada e regulamentada.

Durante a investigação, a SEC analisou se o novo mecanismo de staking, que permite aos usuários ganhar recompensas por validar transações, poderia ser interpretado como uma forma de investimento sujeito às regulamentações de valores mobiliários.

sexta-feira, 25 de março de 2022

Moss.Earth


No mercado desde 2017, a 
OnePercent_Blockchain, startup brasileira líder na criação de soluções em blockchain, tem sido a responsável pelo desenvolvimento de projetos globais pioneiros e inovadores na área. Entre as iniciativas, destaca-se o MCO2, primeiro ativo digital verde verdadeiramente global e lastreado em blockchain do mundo. Criado em parceria com a climatech Moss.Earth, pioneira e líder na comercialização de crédito de carbono em blockchain, o token é uma ferramenta que empresas podem utilizar para colocar em prática ações que reforcem o compromisso com o meio ambiente e uma agenda ESG mais expressiva.

A startup do Rio Grande do Sul foi a responsável por desenvolver e estruturar toda a tecnologia usada no token, criando o maior projeto de tokenização de crédito de carbono da história. O MCO2 já foi utilizado para a compensação da pegada de carbono de mais de 300 empresas como GOL Linhas Aéreas, Cia. Hering, iFood, e promoveu uma verdadeira disrupção no mercado ao democratizar o acesso ao ativo, permitindo que companhias de todos os portes e segmentos compensem a pegada de carbono de suas operações.

A robustez e o alcance do MCO2 levaram o token a ser o primeiro do Brasil e de toda a América Latina a figurar na listagem das principais bolsas e exchanges do mundo, como Coinbase e Gemini, além ainda do Mercado Bitcoin e NovaDAX. “Fomos o parceiro tecnológico que habilitou a Moss a desenvolver as soluções ambientais baseadas em blockchain, fazendo história juntos em prol da preservação ambiental, como a criação do token MCO2 e do NFT da Amazônia.  

                                                                                                                                                                             

     

Temos muito orgulho dessa entrega sólida de impacto global já na nova era da web3”, destaca Fausto Vanin, cofundador da OnePercent.

Liderada por especialistas com mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento de software e negócios na área de TI, a OnePercent constrói soluções em tecnologia blockchain em conjunto com parceiros em segmentos do mercado como financeiro, meio ambiente, games, impacto social, saúde, conectando empresas e pessoas para criar uma economia global nova e mais democrática, chamada Web3. A OnePercent ainda atua no mercado de NFTs, por meio de uma plataforma única e exclusiva, totalmente carbono neutro e de aplicações de rastreamento para indústrias e outros mercados. “É possível converter um determinado ativo do mundo real ou virtual em um token que pode ser movido, armazenado, transferido e registrado de forma digital utilizando blockchain, o que confere segurança e transparência ao processo”, finaliza Vanin.

Leia no Portal da Abramark: https://lnkd.in/d5W7P6fG

terça-feira, 22 de março de 2022

A relevância das micro-empresas em Portugal

Em 2017 o Estado português era o segundo da UE com mais atrasos nos pagamentos, levando em média 95 dias a pagar, apesar de o prazo legal em contratos com entidades públicas não dever exceder 30 dias.



As médias representam 0,5% (empresas de 50 a 249 trabalhadores no activo, num total de 7 300) e as pequenas 3,3% (empresas de 11 a 49 trabalhadores no activo, num total de 44 492).

Este é um cenário semelhante à maioria dos países da Europa, especialmente na Europa do sul onde, como em Portugal, as micro-empresas assumem uma importância extremamente relevante.

Os micro-negócios representam 96% do tecido empresarial português, existindo 1,2 milhões em Portugal. Os micro-negócios, empresas com menos de 10 trabalhadores ativos, representam 40% do emprego, empregando 1.8 milhões de portugueses e cerca de 20% do PIB (Pordata, 2019).

Normalmente as micro-empresas estão englobadas na definição de PMEs (Pequenas e Médias Empresas) mas as suas realidades são marcadamente distintas. Quando falamos em PMEs e definimos Portugal como um país de PMEs, há uma figura que fica “esquecida” entre as palavras e as políticas e essa é a figura das micro-empresas.

Os desafios das pequenas empresas estão mais próximos dos desafios das médias empresas do que das micro e enquanto não fizermos esta separação para análise e criação de medidas e políticas públicas, estamos a tentar disparar um tiro único para acertar em 2 alvos, em lados opostos do campo de tiro.

A nível económico, é crucial apostar em setores de alta inovação e tecnologia e fortalecer as grandes empresas e as empresas exportadoras, mas não vamos deixar de lado o facto de que aumentar a competitividade e volume de negócios dos micro-negócios pode ser igualmente impactante para a economia nacional.

É sabido que as taxas de sobrevivência das empresas criadas não são altas, mas olhar para números traz sempre uma perspetiva mais clara. Em 2019 foram criadas quase 200 000 empresas, 149 604 individuais e 46 589 sociedades. As taxas de sobrevivência de 1 e 2 anos são, para as individuais, 71,8% e 54,4% e, para as sociedades, 92,3% e 83,4% respectivamente (Pordata, 2019).

Há muitas razões que levam ao “estrangulamento” de um negócio, e quanto mais pequena a escala, mais fácil é de acontecer. Os micro-negócios, por norma, têm tesourarias mais apertadas, menos poder negocial e mais dificuldade em aceder a financiamento.

Adicionalmente, com leis laborais pouco flexíveis como temos em Portugal, as oscilações de mercado e consequentes quebras de faturação muitas vezes acabam com micro-negócios que até aí prosperavam.

É comum ouvir-se que o que “mata” um micro-negócio são as despesas fixas. E quando a capacidade de redução dessas despesas está restringida pela lei, muitas estruturas não aguentam até pequenas oscilações.

Mas para um micro-negócio, para além de situações externas que afetam a sua atividade, há várias componentes internas críticas que, se trabalhadas e investidas de forma consistente, podem trazer elevado retorno.

Uma grande percentagem de micro-negócios é marcada pela falta de competências de gestão e de liderança, falta de uma rede de apoio e dificuldade de acesso a fornecedores (produtos e serviços) de qualidade a preços acessíveis – ser pequeno dificulta em quase tudo, incluindo na capacidade de negociação.

Em cima disto, existe outro problema crítico – os atrasos de pagamento. Segundo a consultora Intrum Justitia, em 2017, o Estado Português era o segundo da União Europeia com mais atrasos nos pagamentos, levando em média 95 dias a pagar as suas faturas, apesar de o Decreto-Lei nº62/2013 determinar que o prazo legal para pagamento de faturas em contratos envolvendo entidades públicas não deva exceder os 30 dias, salvo disposição em contrário.

Com efeito, segundo Informa a DB, entidade especialista no tecido empresarial, em maio de 2019 só 14% das empresas nacionais cumpriam com os prazos de pagamentos acordados com os seus fornecedores, número consideravelmente abaixo da média da União Europeia (UE) que rondava os 43% (Jornal Económico, 2021).

Esta “pescadinha de rabo na boca” – se um não paga, o que iria receber também não consegue pagar e por aí em diante – tem um impacto implacável nos micro-negócios.

É também crítico distinguirmos entre apoio financeiro e não financeiro. Quando pensamos em micro-negócios, a maior parte das pessoas pensa imediatamente em microcrédito. Quase todas as medidas de apoio focam-se no apoio financeiro, que é extremamente necessário mas que dado em exclusividade, sem atenção às restantes dificuldades estruturais, fica muito aquém do seu real potencial.

Depois de trabalhar nos últimos quatro anos perto de micro-negócios, há vários tipos de apoio não financeiro que considero fulcrais, entre eles:

  • providenciar uma rede/comunidade de apoio, troca de experiências e estímulo de parcerias, focada em micro-negócios à escala nacional;
  • dinamizar um modelo de oferta de mentoria especializada (para ser económico, tem que ser em escala, com um modelo de gestão altamente eficiente e uma monitorização de resultados regular);
  • usar essa rede para negociar em escala com fornecedores (como faz o modelo de cooperativa) mas estender para serviços básicos;
  • adotar boas políticas de pagamento, seja no setor público como no privado, com fiscalizações regulares e coimas consideráveis, proporcionais ao tamanho da empresa em incumprimento.

A qualidade e saúde de uma democracia e de um estado social depende da economia e se não apostarmos nas entidades que correspondem a 96% do tecido empresarial, 40% do emprego e 20% do PIB o desenvolvimento da economia nunca será integral.

No meio de todos os problemas estruturais identificados, gostava de terminar com uma proposta muito “simples” que considero absolutamente crítica para um setor de micro-empresas mais competitivas – separar o grupo das micro-empresas do conceito de PMEs.

Pode parecer um detalhe mas estou certo de que fará toda a diferença para começarmos a olhar para a sua natureza e desafios de forma focada e a dar a atenção devida na construção de políticas públicas, incentivos e apoios fundamentais para fortalecer o setor dos micro-negócios, tornar mais competitiva a economia nacional e consequentemente o país.

Via Observador / João Duarte é Diretor Executivo e co-fundador da empresa social Impulso