Mostrar mensagens com a etiqueta Empreendedores em Rede. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Empreendedores em Rede. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 22 de março de 2022

A relevância das micro-empresas em Portugal

Em 2017 o Estado português era o segundo da UE com mais atrasos nos pagamentos, levando em média 95 dias a pagar, apesar de o prazo legal em contratos com entidades públicas não dever exceder 30 dias.



As médias representam 0,5% (empresas de 50 a 249 trabalhadores no activo, num total de 7 300) e as pequenas 3,3% (empresas de 11 a 49 trabalhadores no activo, num total de 44 492).

Este é um cenário semelhante à maioria dos países da Europa, especialmente na Europa do sul onde, como em Portugal, as micro-empresas assumem uma importância extremamente relevante.

Os micro-negócios representam 96% do tecido empresarial português, existindo 1,2 milhões em Portugal. Os micro-negócios, empresas com menos de 10 trabalhadores ativos, representam 40% do emprego, empregando 1.8 milhões de portugueses e cerca de 20% do PIB (Pordata, 2019).

Normalmente as micro-empresas estão englobadas na definição de PMEs (Pequenas e Médias Empresas) mas as suas realidades são marcadamente distintas. Quando falamos em PMEs e definimos Portugal como um país de PMEs, há uma figura que fica “esquecida” entre as palavras e as políticas e essa é a figura das micro-empresas.

Os desafios das pequenas empresas estão mais próximos dos desafios das médias empresas do que das micro e enquanto não fizermos esta separação para análise e criação de medidas e políticas públicas, estamos a tentar disparar um tiro único para acertar em 2 alvos, em lados opostos do campo de tiro.

A nível económico, é crucial apostar em setores de alta inovação e tecnologia e fortalecer as grandes empresas e as empresas exportadoras, mas não vamos deixar de lado o facto de que aumentar a competitividade e volume de negócios dos micro-negócios pode ser igualmente impactante para a economia nacional.

É sabido que as taxas de sobrevivência das empresas criadas não são altas, mas olhar para números traz sempre uma perspetiva mais clara. Em 2019 foram criadas quase 200 000 empresas, 149 604 individuais e 46 589 sociedades. As taxas de sobrevivência de 1 e 2 anos são, para as individuais, 71,8% e 54,4% e, para as sociedades, 92,3% e 83,4% respectivamente (Pordata, 2019).

Há muitas razões que levam ao “estrangulamento” de um negócio, e quanto mais pequena a escala, mais fácil é de acontecer. Os micro-negócios, por norma, têm tesourarias mais apertadas, menos poder negocial e mais dificuldade em aceder a financiamento.

Adicionalmente, com leis laborais pouco flexíveis como temos em Portugal, as oscilações de mercado e consequentes quebras de faturação muitas vezes acabam com micro-negócios que até aí prosperavam.

É comum ouvir-se que o que “mata” um micro-negócio são as despesas fixas. E quando a capacidade de redução dessas despesas está restringida pela lei, muitas estruturas não aguentam até pequenas oscilações.

Mas para um micro-negócio, para além de situações externas que afetam a sua atividade, há várias componentes internas críticas que, se trabalhadas e investidas de forma consistente, podem trazer elevado retorno.

Uma grande percentagem de micro-negócios é marcada pela falta de competências de gestão e de liderança, falta de uma rede de apoio e dificuldade de acesso a fornecedores (produtos e serviços) de qualidade a preços acessíveis – ser pequeno dificulta em quase tudo, incluindo na capacidade de negociação.

Em cima disto, existe outro problema crítico – os atrasos de pagamento. Segundo a consultora Intrum Justitia, em 2017, o Estado Português era o segundo da União Europeia com mais atrasos nos pagamentos, levando em média 95 dias a pagar as suas faturas, apesar de o Decreto-Lei nº62/2013 determinar que o prazo legal para pagamento de faturas em contratos envolvendo entidades públicas não deva exceder os 30 dias, salvo disposição em contrário.

Com efeito, segundo Informa a DB, entidade especialista no tecido empresarial, em maio de 2019 só 14% das empresas nacionais cumpriam com os prazos de pagamentos acordados com os seus fornecedores, número consideravelmente abaixo da média da União Europeia (UE) que rondava os 43% (Jornal Económico, 2021).

Esta “pescadinha de rabo na boca” – se um não paga, o que iria receber também não consegue pagar e por aí em diante – tem um impacto implacável nos micro-negócios.

É também crítico distinguirmos entre apoio financeiro e não financeiro. Quando pensamos em micro-negócios, a maior parte das pessoas pensa imediatamente em microcrédito. Quase todas as medidas de apoio focam-se no apoio financeiro, que é extremamente necessário mas que dado em exclusividade, sem atenção às restantes dificuldades estruturais, fica muito aquém do seu real potencial.

Depois de trabalhar nos últimos quatro anos perto de micro-negócios, há vários tipos de apoio não financeiro que considero fulcrais, entre eles:

  • providenciar uma rede/comunidade de apoio, troca de experiências e estímulo de parcerias, focada em micro-negócios à escala nacional;
  • dinamizar um modelo de oferta de mentoria especializada (para ser económico, tem que ser em escala, com um modelo de gestão altamente eficiente e uma monitorização de resultados regular);
  • usar essa rede para negociar em escala com fornecedores (como faz o modelo de cooperativa) mas estender para serviços básicos;
  • adotar boas políticas de pagamento, seja no setor público como no privado, com fiscalizações regulares e coimas consideráveis, proporcionais ao tamanho da empresa em incumprimento.

A qualidade e saúde de uma democracia e de um estado social depende da economia e se não apostarmos nas entidades que correspondem a 96% do tecido empresarial, 40% do emprego e 20% do PIB o desenvolvimento da economia nunca será integral.

No meio de todos os problemas estruturais identificados, gostava de terminar com uma proposta muito “simples” que considero absolutamente crítica para um setor de micro-empresas mais competitivas – separar o grupo das micro-empresas do conceito de PMEs.

Pode parecer um detalhe mas estou certo de que fará toda a diferença para começarmos a olhar para a sua natureza e desafios de forma focada e a dar a atenção devida na construção de políticas públicas, incentivos e apoios fundamentais para fortalecer o setor dos micro-negócios, tornar mais competitiva a economia nacional e consequentemente o país.

Via Observador / João Duarte é Diretor Executivo e co-fundador da empresa social Impulso

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Nómadas Digitais

 

O teletrabalho que está a repovoar o interior e as ilhas. E os "Migrantes 2.0"


O teletrabalho que está a repovoar o interior e as ilhas. E os "Migrantes 2.0": Trabalham no estrangeiro mas vivem em Portugal.

Onde fica a empresa que o contratou? Há cada vez mais portugueses a responder: "O que é que isso interessa?"

A internet garante o teletransporte, sobretudo nas áreas tecnológicas, como é o caso da "7 Graus", uma "publisher" - uma produtora de conteúdos para todo o mundo, a partir de Portugal.

"Estamos localizados em Matosinhos, mas a localização deixou de ser relevante porque temos pessoas a trabalhar em vários pontos do país", explica Rui Marques, o CEO da empresa, que também não precisa de saber onde mora o funcionário.

A "7 graus" tem escritórios, mas só lá vai quem quer: "É opção de qualquer colaborador. Se quiser trabalhar remotamente, pode ser, mas se preferir trabalhar nos escritórios da empresa, também pode".

Leonardo Oliveira é um dos funcionários desta empresa e mal conhece a "casa-mãe". Foi "telecontratado" no inicio do ano para teletrabalhar, a partir do Funchal. "Estou na empresa há sete ou oito meses e só fui uma vez aos escritórios, em Matosinhos", conta.

Já André Alves é o exemplo de um regresso a casa, sem perder o emprego: "Eu estava a viver no Porto há cerca de seis anos, desde que tive uma oportunidade de trabalho na '7 Graus', e, a partir do momento em que começou a pandemia, tomei a decisão de voltar à minha terra-natal, que é Tomar, e agora estou aqui muito bem, com um estilo de vida diferente da que tinha na rotina diária de uma grande cidade, como é o Porto."

A pandemia devolveu André a Tomar, que já decidiu não voltar ao norte. É só vantagens: "Melhor qualidade de vida, perto da família e a um menor custo também", enumera.

André não está sozinho nesta aposta, longe disso. Há muito que Tomar não assistia a tantos regressos: "Eu consigo dar-lhe um exemplo muito prático, desta cidade do interior: muitas pessoas tinham deixado Tomar para trabalhar fora, em grandes centros como Lisboa ou Porto. O que acontece é que muitas dessas pessoas estão a voltar porque conseguem trabalhar de qualquer lado. Tu podes trabalhar a partir de qualquer ponto para uma grande cidade...até mesmo para Londres ou Paris, que têm salários muito mais elevados do que em Portugal."

E esses são os "Migrantes 2.0", os que trabalham no estrageiro sem ter sair de casa, em Portugal. Não se pense que é coisa do futuro, ficção. Já entramos na era das "migrações digitais", sublinha o CEO da "7 Graus": "Isso já é uma realidade. Não é uma coisa que, se calhar vai acontecer...não. A emigração digital já é uma realidade, hoje em dia. Principalmente nas áreas tecnológicas", afiança.

Mas isto também tem custos, para as empresas tecnológicas, onde a concorrência é feroz. O que se ganha lá fora passou a ser relevante, para Rui Marques, na hora de pagar, cá dentro, pagar salários: "Neste momento, não há qualquer tipo de vantagem financeira. Pelo contrário, esta questão do trabalho remoto trouxe uma desvantagem financeira porque da mesma forma que podemos contratar pessoas onde, à partida, os salários médios serão mais baixos, também há empresas estrangeiras a contratar em Portugal. Ou seja, nós tivemos que que aumentar salários aos nossos colaboradores por causa da concorrência de empresas estrangeiras."

Fonte: Pedro Mesquita / Rádio Renascença. 

quarta-feira, 4 de março de 2020

Como analisar ações?


Como analisar ações? Se estiver pronto para comprar a sua primeira ação, mas não tiver certeza de como encontrar as melhores oportunidades, oferecemos uma cobertura.
Ao investir numa ação, o seu objetivo deve ser pagar um preço inferior ao valor dos lucros futuros da empresa.


Infelizmente, é mais fácil dizer do que fazer prever os lucros futuros de qualquer empresa e o crescimento futuro com precisão. Afinal, se tivéssemos uma bola de cristal para prever a receita e os ganhos futuros de todas as empresas de capital aberto, ficar rico seria fácil!
Então, usamos a próxima melhor coisa ao investir no mercado de ações: como analisar ações.
A análise de ações ajuda os investidores a encontrar as melhores oportunidades de investimento num determinado momento. Usando métodos analíticos, podemos tentar encontrar ações negociando por um desconto em seu valor intrínseco e, portanto, estaremos numa ótima posição para capturar retornos melhores do mercado no futuro.

Como analisar ações

Análise fundamental e técnica

Quando se trata de analisar ações, existem duas maneiras básicas pelas quais você pode seguir: análise fundamental e análise técnica. 
  • A análise fundamental é baseada na suposição de que os preços das ações não refletem necessariamente o verdadeiro valor intrínseco do negócio subjacente. Os analistas fundamentais usam métricas de avaliação e outras informações sobre os negócios de uma empresa para determinar se uma ação tem preço atraente. A análise fundamental é a melhor opção para investidores que buscam excelentes retornos a longo prazo.
  • A análise técnica geralmente assume que o preço de uma ação reflete todas as informações disponíveis e que os preços geralmente se movem de acordo com as tendências. Em outras palavras, analisando o histórico de preços de uma ação, os analistas técnicos acreditam que pode prever seu comportamento futuro de preço. Se já viu alguém a tentar identificar padrões nos gráficos de ações ou discutindo médias móveis, por exemplo, é uma forma de análise técnica. A análise técnica é frequentemente usada por traders de curto prazo em busca de lucros rápidos, mas geralmente não é adequada para investidores de longo prazo. Negociar ações com base em análises técnicas envolve muito risco.
Uma distinção importante é que a análise fundamental é tipicamente destinada a encontrar oportunidades de investimento a longo prazo, enquanto a análise técnica costuma ser voltada para o lucro das flutuações de preços no curto prazo. 
Em geral, devemos ser defensores de análises fundamentais e acreditamos que, concentrando-se em grandes empresas negociando a preços justos, é inteiramente possível vencer o mercado de ações ao longo do tempo. A análise técnica certamente tem seu lugar, mas acreditamos firmemente que a análise fundamental é a melhor maneira de encontrar grandes oportunidades de investimento a longo prazo.

5 métricas para usar na sua análise de ações

Com isso em mente, vamos ver cinco das métricas mais importantes e fáceis de entender que deve ter em seu kit de ferramentas analíticas:
  • Price to earnings (P/E) ratio – As empresas de capital aberto relatam os seus lucros aos acionistas como lucro por ação, ou EPS. Se uma empresa ganhasse $ 10 milhões e tivesse 10 milhões de ações em circulação, o seu lucro por ação seria de $ 1,00 nesse período. O P/E é  o preço atual das ações de uma empresa dividido pelos os seus ganhos por ação, normalmente anualmente. Por exemplo, se uma ação for negociada por $ 30,00 e os ganhos da empresa forem de $ 2,00 por ação no ano passado, diríamos que ela foi negociada por uma relação P / L de 15 ou “15 vezes o lucro”. Essa é a métrica de avaliação mais usada na análise fundamental e é mais útil quando comparamos empresas do mesmo setor com perspectivas de crescimento semelhantes.
  • Price-to-earnings growth (PEG) ratio – Essa métrica leva a taxa P / E um passo adiante. Empresas diferentes crescem a taxas diferentes, por isso é importante levar isso em consideração. Portanto, o rácio PEG pega o rácio P / E de uma ação e divide pela taxa de crescimento anual esperado dos lucros nos próximos anos. Por exemplo, uma ação com uma relação P/E de 20 e 10% de crescimento esperado dos lucros nos próximos cinco anos teria uma relação PEG de 2. A ideia aqui é que as empresas de crescimento rápido podem ser “mais baratas” do que as de crescimento mais lento empresas, mesmo que a sua relação P/E as faça parecer mais caras.
  • Price-to-book (P/B) ratio – O valor contabilístico de uma empresa é a soma do valor dos seus ativos. Pense no valor contabilista como a quantidade de dinheiro que uma empresa teria, teoricamente, se encerrasse os seus negócios e vendesse tudo o que possuía – propriedades tangíveis, bem como coisas como patentes, nomes de marcas etc. O price-to-book ou P/B, é uma comparação do preço das ações de uma empresa com o seu valor contabilístico. Assim como o rácio P/E, isso é mais útil para comparar empresas do mesmo setor que possuem características de crescimento semelhantes e devem ser usadas em combinação com outras métricas de avaliação.
  • Return on equity (ROE) – Uma das métricas de rentabilidade mais usadas, retorno sobre o capital ou ROE, é calculada dividindo-se o lucro líquido de uma empresa pelo capital líquido (ativos menos passivos). Em poucas palavras, o ROE  nos diz com que eficiência uma empresa está usando o seu capital investido para obter lucro e, como a maioria das métricas, é útil para comparar empresas do mesmo setor. Em outras palavras, pode considerar uma empresa com um ROE de 20% como mais eficiente na geração de lucro do que uma empresa com um ROE de 10%.
  • Debt to EBITDA – A saúde financeira de uma empresa também deve ser levada em consideração ao analisar as suas ações, e uma boa maneira de avaliar a saúde financeira é observando as dívidas da empresa. Existem várias métricas de dívida que pode usar, e a relação debt-to-EBITDA é boa para os iniciantes aprenderem. Pode encontrar as dívidas totais de uma empresa no seu balanço e o seu EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) na sua demonstração de resultados. Não existe uma regra definida em relação à quantidade de dívida em excesso, mas se a dívida de uma empresa com o EBITDA for significativamente maior do que os seus pares, isso pode ser um sinal de um investimento de maior risco.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Morreu Jack Welch, "o gestor do século"

Morreu Jack Welch, "o gestor do século"

O empresário norte-americano Jack Welch, apelidado de "o gestor do século", morreu esta segunda-feira aos 84 anos.

O norte-americano Jack Welch, apelidado de "o gestor do século", morreu esta segunda-feira aos 84 anos, anunciou a sua esposa, Suzy Welch.

Filho de um maquinista, Jack Welch viria a tornar-se "chairman" e CEO da General Electric (GE), empresa que liderou durante duas décadas, aumentando o seu valor de mercado de 12 mil milhões de dólares para 410 mil milhões de dólares.

Foi sob a liderança de Welch que a GE se tornou a segunda empresa mais valiosa do mundo, apenas atrás da Microsoft. Atualmente, a GE tem um valor de mercado de 95,1 mil milhões de dólares.

Jack Welch abandonou a General Electric no início de setembro de 2001, dias antes dos ataques terrorista de 11 de setembro contra o World Trade Center e o Pentágono.

Quando Welch se retirou, o The New York Times publicou um editorial em que não poupava elogios ao gestor.

"Welch foi um revolucionário na gestão de topo, tendo durante a sua carreira na GE defendido mudanças radicais e destruindo a complacência da ordem estabelecida. O seu legado não só mudou a GE, mas mudou o 'ethos' da cultura corporativa americana, que passou a premiar a agilidade, velocidade e regeneração em vez dos antigos ideais de estabilidade, lealdade e permanência", referia o editorial.

Fonte:JN


sábado, 11 de janeiro de 2020

Um canhão pelo cu



Sobre o terrorismo financeiro

"Um canhão pelo cu" é o título de um texto de Juan José Millás publicado na semana passada no El País e que se tornou viral. O suplemento Dinheiro Vivo ( do DN e JN) publica hoje a sua tradução que, com a devida vénia, aqui republico. 
Aviso: contém linguagem que pode ser considerada ofensiva.



Um canhão pelo cu
Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.
Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.
Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.
Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.
A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.
Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.
E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.
Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.
A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.
A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.
Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.
Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.
Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.
Juan José Millás




terça-feira, 11 de junho de 2019

Empreendedores em Rede




Uma rede social portuguesa para unir empreendedores e investidores.

Somos uma rede social que reúne “startups”, investidores e profissionais — está a partir desta quarta-feira disponível na Internet e de forma gratuita.

Somos um projecto inovador português que cria um ponto de encontro 'online' entre os empreendedores, profissionais e investidores com o objectivo de criar mais emprego e empresas em Portugal e, em breve, internacionalmente. 

O conceito inovador dos Empreendedores em Rede tem a ver com a ligação no mesmo espaço “online” de todo o ecossistema de criação de novas empresas, juntando todo o tipo de ideias, projectos e “startup”, isto é, as empresas que nas suas diferentes fases de arranque necessitam de profissionais adequados e de captar investimento.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Como fazer um plano de negócios



O plano de negócios não é mais do que um documento que sistematiza e apresenta o seu projeto e que dá corpo à sua estratégia.

Se está a pensar lançar um negócio, criar uma empresa e colocar em prática uma ideia fabulosa que acredita que vá fazer a diferença num mercado concorrencial, então saiba que grande parte do sucesso pode estar no seu plano de negócios. O plano de negócios não é mais do que um documento que sistematiza e apresenta o seu projeto e que dá corpo à sua estratégia para destacar a sua ideia entre muitas outras que outros empreendedores tiveram.
O seu plano de negócios deve ser uma ferramenta em formato de documento que contempla a previsão da sua potencial empresa e que poderá ser muito útil na hora de juntar investidores/financiadores e outros parceiros que poderão ser fundamentais para o seu negócio idealizado ver a luz do dia.

Como deve ser estruturado?

Não há formas mágicas para estruturar um plano de negócios, mas segundo o IAPMEI- Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação, uma possível estrutura engloba vários tópicos:
- Apresentação do criador e do projeto
- Contextualização do mercado e da envolvente externa
- Definição de metas e objetivos
- Estratégia comercial
- Estrutura da empresa
- Elaboração de previsões financeiras
- Controlo e gestão do negócio
- Investimento necessário
- Anexar documentos e outra informação

Que informações deve conter?

Todos os planos de negócios devem começar com um sumário executivo, mas confira o que deverá estar também na sua “arma” de planeamento.
Sumário Executivo
Esta é a parte fulcral do seu plano de negócios pois servirá de cartão de visita aos potenciais investidores/financiadores da sua empresa ou do seu novo negócio. Aponte para um sumário executivo que não vá além das duas páginas e que seja simples de ler, sem erros de ortografia. Como uma sinopse/trailer podem vender bem um filme, o seu sumário executivo (munido dos números fortes e dramáticos) pode ser fundamental para conseguir avançar com o seu negócio.
Não se esqueça destes elementos: nome do negócio, do produto ou serviço, sector, missão, mercados potenciais para as ideias, pontos fortes e fracos, as qualidades dos empreendedores relevantes para o projeto, os motivos que fazem da ideia inovadora, a estrutura necessária (recursos humanos e investimento) e o que poderá ser o atrativo para investidores, quanto tempo até começar a gerar resultados líquidos positivos.
Apresentação do empreendedor e do projeto
Apresente-se e saiba vender a sua imagem. Para os investidores e financiadores é muito relevante a experiência que já teve em projetos passados, a sua formação e educação, o seu histórico pessoal, bem como o da equipa que pretende incluir no projeto. A missão da empresa ajudará também a passar a sua imagem corporativa, além do nome e do formato legal da mesma. Junte a isto uma descrição bem elaborada sobre o produto/negócio que pretende criar, apontando as vantagens, o que o torna inovador e potencialmente vencedor, bem como se este produto surge com uma nova empresa ou se é um nascimento dentro de uma empresa que já existia.
Contextualização do mercado e da envolvente externa
Conhecer o mercado que se vai enfrentar é um ponto-chave a incluir no plano. Como se caracteriza o mercado, em que estádio de desenvolvimento está, qual a concorrência que vai enfrentar e a tipologia de clientes são variáveis muito importantes para colocar na equação do seu negócio. Existe muita informação publicada sobre os vários mercados e se quiser ir mais longe poderá procurar ajuda nas empresas de análise de mercado.
Definição de metas e objetivos
Ter metas e objetivos bem traçados e definidos é fundamental para o sucesso de um plano de negócios. Nesta área deverão estar assinalados os principais objetivos a cumprir segundo a natureza do plano.
Estratégia comercial
Definidas as necessidades dos clientes no mercado onde se posicionará o produto é tempo de elaborar uma estratégia comercial. O Marketing deverá passar pela identificação de clientes, segmentação de clientes alvo, a definição dos meios a utilizar para potenciar as vendas, a criação de suportes à estratégia de imagem e comunicação bem como pela formação da equipa de vendas.
Elaboração de previsões financeiras
Nas suas previsões financeiras a incluir no plano de negócios devem constar projeções de break even, projeções de vendas, projeções de cash flow, o que vai exigir o tratamento financeira de alguns documentos de previsão. Além disso, devem constar documentos que justificam os custos com pessoal necessário ao investimento, bem como a projeção de financiamento e outros serviços externos indispensáveis.
Controlo e gestão do negócio
Um bom caminho de cativar investidores é mostrar rigor e segurança nos seus números e estratégia. Por isso, é fundamental mostrar que mantém um apertado controlo em áreas como as vendas, os dados financeiros e a produção. Este controlo será mais eficaz se recorrer a ferramentas de software que permitem a sistematização da informação nestas áreas.
Investimento necessário
Nesta área não deverá nunca deixar de incluir o investimento que acarreta o seu negócio, bem como o tipo de investimentos e a forma de os cumprir, através da planificação das amortizações. Os prazos são também determinantes para perceber o período do investimento ligado ao negócio.
Anexar documentos e outra informação
Passadas as primeiras áreas fundamentais do plano, convém adicionar mais informação que dê força às suas ideias de negócio. Inclua os currículos dos promotores da ideia, todas as especificações técnicas sobre produtos, cópias de patentes, cópia do contrato de frachise no caso de existir um plano de negócios para um franchising, documentos financeiros que suportem toda a previsão de custos e de vendas, cópias de contratos com instalações ou outros, bem como acordos com potenciais parceiros no projeto. Além destes há muitos mais documentos que podem sustentar o seu plano e que estão ligados à sua ideia em concreto e à sua forma de apresentação da informação.

O que o faz melhor?

Se está a começar a fazer o seu plano, saiba que este documento será uma espécie de guião da empresa nos seus primeiros momentos de vida. Claro que para realizar o seu guião perfeito terá de ter uma boa equipa, mas o sucesso do empreendedor depende muito de um bom plano de negócios que seja de fácil aplicação e simplicidade. Conheça alguns fatores que podem fazer do seu plano uma história de sucesso para a sua empresa:
- Simplicidade de apresentação e aplicação
- Objetividade, metas e organização, que passam por objetivos a concretizar, as pessoas responsáveis, orçamentos detalhados. Se o seu plano não é realista e não se fundamenta em alicerces concretizáveis está a cometer erros no seu documento estratégico.
- Bom planeamento financeiro, sustentado em bons documentos de previsão e realista.

Erros a evitar

Se está à procura do melhor plano de negócios para a sua ideia ou para a sua empresa já em funcionamento comece por evitar alguns erros. Comece por não fazer previsões financeiras fantasiosas, isto é, criando grandes projeções a mais de um ano. Ninguém sabe ao certo como será o momento de entrada no mercado quanto mais traçar metas em prazos mais longos.
Para lá do prazo, não torne o seu plano um autêntico testamento, muito pouco motivador para quem lê. Aponte para um limite a rondar as 50 páginas e não se esqueça de um bom sumário no princípio do plano que permita explicar em poucas palavras o que está no plano. Além disso, não seja preguiçoso esquecendo a originalidade e a criatividade. Evite utilizar o que todos usariam no texto da sua apresentação.
Procure ainda não ser demasiado otimista. Ainda que esteja a vender a sua criação empresarial mantenha os seus pés bem assentes na terra e não tome como garantidas algumas fases do crescimento as sua empresa. Tudo o que lhe parece óbvio convém estar bem fundamentado no seu plano de negócios, em anexo, por exemplo. Não acredite que o seu produto vai ser vendido porque lhe parece um produto genial (justifique e racionalize a sua “certeza”), não acredite que os concorrentes vão responder como você responderia à entrada de uma nova empresa ou produto no mercado – tenha em conta todas as possibilidades de resposta. No fundo, prepare o seu plano para todos os riscos fundamentando bem a sua análise.

Como posso usá-lo e ter sucesso?

O plano de negócios é uma ferramenta essencial no sucesso da sua nova empresa ou no seu novo negócio/produto. A razão é simples: com toda a informação esquematizada estará mais preparado para os riscos e tempos difíceis no arranque do seu negócio. Além disso, ter um plano é crucial para obter financiamento para as suas ideias inovadoras, mas não se esgota nessa missão porque planear e prever deverá fazer parte do léxico de qualquer empreendedor.
Para finalizar este capítulo, um bom plano de negócios não é uma peça de arte para ficar em exposição. Ele é um guia que deve seguir na sua atividade materializada a sua ideia em empresa ou negócio novo. Seja rigoroso na hora de seguir as orientações que traçou.

Tipos de planos de negócios

A vida da empresa pode pedir diferentes tipos de planos de negócios. Aqui ficam dois que podem fazer parte de qualquer empresa.
Plano de negócios inicial (startup plan)– É o plano de negócios por excelência, que pode conduzir ao lançamento da empresa. Preocupe-se fundamentalmente com: explicar bem o seu novo produto ou serviço, criar um suporte de sucesso à ideia que tem em mente agrupando a melhor equipa para o conseguir.
Plano de Crescimento/Expansão – Neste caso o plano pode ser interno (não precisar de financiamento) ou externo (necessário financiamento) e pressupõe que exista um novo produto ou negócio ligado à empresa já existente. Deverá preocupar-se pelo menos em demonstrar a qualidade financeira do novo negócio e será muito relevante a experiência de gestão da empresa já existente.

Dimensões vencedoras

Como se explicou acima, não convém preparar um plano de negócios que seja um peso para quem o lê. Embora todos os elementos necessários devam estar nas suas páginas, a verdade é que convém tratar a informação de forma simples e com boa leitura para financiadores, investidores, sociedades de capital de risco. Muitas vezes a dimensão depende também desta facilidade de leitura já que dependerá dos elementos gráficos, da complexidade de informação e da forma como está apresentada.
Aponte para um plano de negócios que numa leitura rápida responda às principais questões de quem o lê. Tempo é dinheiro e 15 minutos podem ser suficientes para perceber se o seu plano contém uma ideia de sucesso. Além disso, saiba que algumas entidades que promovem concursos limitam as páginas do seu plano a um número que pode rondar as 30, mas muitos planos vão até às 50 páginas. Não cometa erros fixando o seu plano nestas métricas de páginas porque ter 30 páginas densamente preenchidas e de difícil compreensão pode ser pior do que ter 50 páginas de simples leitura e bem apresentadas.
Mantenha uma larga percentagem de páginas de texto e outras com elementos gráficos que suportem o seu plano, acrescentando nas principais páginas os elementos-chave do ponto de vista financeiro.


Faça um teste ao seu plano

Se tem o seu plano concluído, está na hora de fazer o teste para saber se tem o que precisa para ter sucesso. Será que o seu plano dá respostas sobre quem está por detrás da ideia, os seus fundadores, a sua educação e formação, a sua experiência profissional, a sua reputação no mercado empresarial ou feitos de empreendedorismo? Faça perguntas que procuram boas respostas no seu plano.
1. O plano é realista nos objetivos e formas de sucesso?
2. O plano contempla os riscos potenciais?
3. Quem são os empreendedores e que reputação mantêm ao nível pessoal e profissional?
4. Qual é a equipa que vai levar avante o projeto?
5. Têm a melhor equipa para o tipo de projeto?
6. O que move os empreendedores?
7. Como podem responder aos fatores de risco do negócio?
8. Estão os empreendedores preparados para tomar decisões difíceis?


domingo, 27 de julho de 2014

Rede de contactos

rede de contactos artigo




















Conheça as dicas para melhorar as suas capacidades de ‘networking’ investindo pouco tempo e dinheiro.

“Nenhum homem é uma ilha”, já dizia o poeta inglês do século XVII, John Donne, sem adivinhar que 400 anos mais tarde a sua afirmação se adequaria plenamente ao mundo moderno do empreendedorismo e dos empreendedores. A verdade é que a missão de empreender não pode, nem deve, ser solitária, sob pena do seu negócio estar destinado ao fracasso desde o primeiro minuto. Mesmo que seja tímido ou inseguro, e tenha dificuldade em iniciar uma conversa com desconhecidos, se o empreendedorismo é a sua vocação terá forçosamente de construir, manter e melhorar a sua rede de contactos todos os dias. Os contactos certos, feitos na hora certa, permitirão angariar potenciais parceiros de negócio e cativar investidores para a sua ‘startup’.

Conheça as dicas propostas pela revista Forbes para melhorar as suas capacidades de ‘networking’ e expandir a sua rede de contactos, sem gastar dinheiro e investindo pelo menos 15 minutos do seu tempo, diariamente.


1 – Comece com um bom plano

Se tem por hábito estabelecer planos de ação para as diferentes áreas do seu negócio, a rede de contactos não deverá ser uma exceção. Não deixe o ‘networking’ ao acaso e invista algum do seu tempo a planear quais os contactos vitais e indispensáveis para a sua empresa. Responda às perguntas: Quem preciso mesmo de contactar se quero ter sucesso? Quais os grupos que quero seguir ou empresas que sejam potenciais parceiras de negócio? Como entrar em contacto? Tome nota das suas respostas e organize-as por ordem de prioridade no seu plano de ‘networking’. Estabeleça um plano de ação e cumpra-o.


2 – Selecione bem as oportunidades de ‘networking’

No seu dia-a-dia de empreendedor, o tempo é um dos bens mais escassos, por isso deve geri-lo da melhor forma. Escolha os eventos, conferências e palestras com maior probabilidade de estabelecer bons contactos para a sua empresa. Da mesma forma, utilize as redes sociais de forma estratégica. Não faça contactos só por fazer. Analise aqueles que mais vantagens trazem ao seu negócio.


3 – Comporte-se como um anfitrião

Quando organiza uma festa em sua casa, esforça-se para receber bem os convidados e para trocar pelo menos “dois dedos de conversa” com cada pessoa, certo? O mesmo princípio deve aplicar-se aos eventos em que participa. Não basta treinar o seu ‘pitch’ e levar no bolso muitos cartões profissionais. Olhe ao seu redor e identifique as pessoas com quem quer falar, aproxime-se e estique a mão para as cumprimentar, fale com naturalidade e faça o seu interlocutor sentir-se confortável, como se fosse o anfitrião do evento. O mesmo princípio pode ser aplicado se o contacto for feito via telefone, e-mail ou redes sociais.


4- Aposte em contactos efetivos

O objetivo não é distribuir e colecionar cartões profissionais, mas estabelecer contactos efetivos e de qualidade, que darão frutos no futuro. Mesmo que o seu negócio tenha muitos amigos e seguidores nas redes sociais, isso não quer dizer que todos esses contactos representam uma real hipótese de se traduzir numa mais-valia para o projeto. Aposte em relações pessoais e reais com os seus contactos, apostando sobretudo na comunicação cara-a-cara.


5- Mantenha a sua rede de contactos atualizada

Ditam as regras do Linkedin que o ideal é ter no seu perfil 500 contactos ou mais para melhorar a sua reputação como empreendedor, mas a verdade é que, neste caso, quantidade não é sinónimo de qualidade. Na era das redes sociais, nunca foi tão fácil “fazer amigos” no Facebook, LinkedIn ou Twitter. Para evitar ter a sua lista de contactos cheia de pessoas que nunca serão úteis para o seu negócio, faça atualizações frequentes e apague os “contactos” que já não lhe são úteis.


6 – Ajude os outros a terem sucesso

A regra é básica: se quer ver o seu trabalho e a sua empresa serem alvo de recomendações positivas, deverá também recomendar os projetos de outras pessoas que façam parte da sua rede de contactos. Recomende para ser recomendado, mas faça-o de forma sincera e não apenas para obter um favor em troca.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Twitter testa novo visual e fica parecido com Facebook

Reprodução

O Twitter começou a testar um novo layout que transforma o perfil do usuário em uma página muito parecida com a do Facebook. Por ora, a mudança está sendo analisada apenas por uma pequena base de pessoas cadastradas no microblog. 


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Caiu o número de portugueses que vêem o empreendedorismo como positivo


O medo de falhar foi apontado por 83% dos inquiridos em Portugal, acima da média dos 24 países analisados.

Tal como noutros países a braços com problemas financeiros, caiu, em 2013, o número de pessoas em Portugal que vê o empreendedorismo com bons olhos, embora um número relativamente elevado encare a criação do próprio negócio como uma alternativa ao desemprego, aponta um estudo internacional.

De acordo com o relatório global de empreendedorismo da multinacional americana Amway (que se dedica à venda de produtos domésticos, de saúde e beleza), 61% dos inquiridos em Portugal vê o empreendedorismo como algo positivo, menos 6% do que em 2012. Também em Espanha, Grécia e Itália se verificaram quedas semelhantes.

O estudo foi realizado pela consultora alemã GfK, que inquiriu, no segundo trimestre do ano passado, cerca de 26 mil pessoas com mais de 14 anos em 24 países.

Na tabela dos países onde a ideia de empreendedorismo é positiva, Portugal está à frente da Espanha, Alemanha, Áustria, EUA (um país tipicamente visto como favorável à criação de negócios) e Hungria. Já os dinamarqueses são os que mais descrevem o empreendedorismo como positivo.

Porém, em Portugal, a criação do próprio negócio até é vista como alternativa ao desemprego por um número elevado de pessoas, quando comparado com os valores de outros países. Entre os licenciados, 27% dizem que o empreendedorismo pode ser uma alternativa, um valor que sobe para os 32% entre os não licenciados. Acima destes números, só os EUA e a Grécia.

O medo de falhar foi apontado por 83% dos inquiridos em Portugal como a razão que os afasta da criação do próprio negócio. No total dos 24 países analisados, 70% referiram este motivo.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Por que devemos sair da zona de conforto?



“Daqui a vinte anos estará mais desapontado pelas coisas que não fez do que as que foi fazendo, por isso saia da zona de conforto, apanhe as correntes. Explore, sonhe e descubra”. Mark Twain

Corra riscos. Não espere sempre por uma garantia. Não temos de ouvir: "Eu não disse?". Depois de um erro, sacuda o pó e caminhe para o sucesso.

A razão é que, como seres humanos, acredito que procuramos maneiras de nos refinar e melhorar. Temos, dentro de nós, a capacidade e o desejo poderoso de melhorar nosso protótipo. E só podemos fazer isso nos esforçando e testando.

Experimente. Tente algo novo. Dê mais um passo. Temos estado presos há muito tempo. Temos nos segurado há muito tempo.

Quando crianças, muitos de nós foram reprimidos do direito de experimentar. Como adultos não é diferente; continuamos nos privando deste direito.

Agora, é hora de experimentar. Permita-se provar coisas novas. Deixe-se tentar por algo novo. Sim, você cometerá erros, mas a partir desses erros você conhecerá quais são seus valores.

Algumas coisas não apreciaremos. Isso é bom, pois saberemos um pouco mais sobre quem somos e o que não gostamos.

Outras coisas nós apreciaremos. Elas funcionarão com nossos valores, com quem somos e contribuirão com a descoberta de coisas importantes e enriquecedoras para nossa vida.


Quem leva uma vida segura e previsível nunca saberá que pessoa extraordinária realmente é. Torne desafiadoras as circunstâncias de sua vida para que sua grandeza possa subir à superfície.


"De vez em quando é preciso subir num galho perigoso, porque é lá que estão as frutas melhores" Will Rogers

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Marque o seu Negócio, empreendedorismo, marcas, propriedade intelectual



A Universidade do Algarve e a Câmara Municipal de Faro organizam, dia 5 de fevereiro, o seminário: “Marque o seu Negócio, empreendedorismo, marcas, propriedade intelectual”, pelas 9h15, no auditório da CCDR Algarve, com a participação de especialistas no registo de marcas e patentes.

Na parte da tarde decorrerão reuniões individuais com as empresas interessadas em aprofundar qualquer situação mais particular com a Clark & Modet. 

Esta iniciativa realiza-se no âmbito do projeto Algarve 2015, Empreender e Inovar +, um projeto financiado pelo PO Algarve 21, cujos principais objetivos centram-se na criação de consórcios entre empresa e universidade, promoção da iniciativa empresarial e dinamização de um ecossistema de inovação na região do Algarve.

A inscrição é gratuita e deverá ser efetuada aqui

Consulte o programa, participe e veja como salvaguardar os seus interesses empresariais. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Portugueses têm “atitude positiva” face ao empreendedorismo mas têm medo de arriscar


Os portugueses têm uma “atitude positiva” face ao empreendedorismo mas o medo de falharem é um obstáculo à tomada de iniciativa.

Criar o próprio emprego é uma ideia que agrada aos portugueses. Porém, os cidadãos não estão muito receptivos a enfrentar os riscos que lhe estão associados.

O "Relatório Global de Empreendedorismo", da multinacional de vendas directas Amway, relativo a 2013, mostra que 61% dos portugueses inquiridos manifestaram uma atitude positiva perante a hipótese de criarem o seu próprio emprego. "Mas apenas 32% se imagina a iniciar" um negócio.

Em termos internacionais, a "atitude positiva" perante o empreendedorismo sobe para 70% e 39% dos inquiridos admitem criar o seu próprio negócios.