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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Os cinco factores que estão a arrastar as acções do BCP

O impacto do Novo Banco para o sector financeiro, a incerteza regulatória na Polónia e a subida do prémio de risco são alguns dos factores que estão a afundar as acções do banco português.
As acções do BCP continuam a destacar-se com quedas acentuadas na bolsa de Lisboa. Em apenas cinco sessões o banco liderado por Nuno Amado afunda mais de 28%, com as acções a tocarem níveis de Setembro de 2012. Mas o que está, afinal, a determinar estas descidas tão expressivas? São várias as razões, internas e externas. Conheça cinco factores que estão a pressionar as acções.
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  2. 1. Novo Banco causa preocupação
A decisão do Banco de Portugal de envolver a dívida sénior na recapitalização do Novo Banco está a causar preocupação entre os investidores, que temem as implicações negativas desta decisão para os restantes bancos. "O prejuízo das resoluções do Novo Banco e Banif para o Fundo de Resolução, onde o BCP tem uma quota de 20% são factores de preocupação para os investidores", explica Pedro Lino, administrador da Dif Broker. Num encontro com investidores em Londres, organizado pelo Haitong, o banco terá admitido, segundo uma nota divulgada ontem, que a decisão de impor perdas aos investidores de dívida sénior no Novo Banco "pode ser negativa para o sentimento dos investidores e o acesso ao mercado do BCP. 
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  2. 2. Incerteza na Polónia
A par das preocupações internas, o BCP está ainda a ser castigado por factores externos. As dúvidas em relação à forma como será realizada a conversão de créditos em francos suíços para zlotys na Polónia, país onde o BCP detém o Bank Millennium, estão a penalizar as acções. Os investidores estão preocupados com o custo que esta conversão poderá ter para as instituições no país. Ainda assim, recentemente o presidente da Polónia propôs uma nova legislação para a conversão dos créditos, defendendo a negociação da taxa de câmbio, em vez da aplicação da taxa que vigorava no momento em que foi contraído o empréstimo, uma alternativa que, na opinião dos analistas, será menos desfavorável para o BCP.
  1. 3. Instabilidade nas bolsas mundiais
O ambiente de incerteza que se vive nos mercados accionistas mundiais está a arrastar a maioria das empresas cotadas, sendo a bolsa lisboeta uma das mais castigadas na Europa. O PSI-20 cai já 13,8% em 2016, penalizado pela forte descida da banca e pela exposição a países dependentes do petróleo, como é o caso de Angola. Para Albino Oliveira, analista da Patris Investimentos, "o enquadramento desfavorável observado nos mercados financeiros internacionais, com o sector financeiro penalizado pelas recentes preocupações relativamente à economia global" é um dos principais factores de pressão no banco.
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  2. 4.Prémio de risco agrava custos
O agravamento da percepção de risco de Portugal está a penalizar as acções da banca portuguesa. Ainda que o agravamento dos custos de financiamento do país tenha um impacto negativo na bolsa em geral, o sector financeiro é um dos principais penalizados pelo aumento do prémio de risco. O diferencial entre a dívida portuguesa e o mercado de referência alemão disparou nos últimos dias para o valor mais elevado em seis meses, com os investidores a procurarem activos de refúgio e também depois da BlackRock ter adiantado que os investidores podem ter medo da dívida portuguesa devido às recentes situações da banca nacional.
  1. 5. BCP na mira dos especuladores
O BCP é uma das cotadas nacionais que está a ser alvo de apostas negativas por parte dos especuladores. Tal como o Negócios avança esta quarta-feira, 20 de Janeiro, o banco liderado por Nuno Amado é um dos títulos com maior proporção de posições a descoberto. O peso das posições curtas aumentou face ao início do ano passado de 3,06% para 3,78%. Há quatro fundos de cobertura de risco com posições curtas acima de 0,5% (Lansdowne Partners, Oceanwood Capital, TT International e Marshall Wace). 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Facebook já perde metade do valor desde estreia em bolsa


As acções da rede social Facebook entraram em bolsa, a 18 de Maio, nos 38 dólares. Três meses depois, a 20 de Agosto, estão a ser negociadas abaixo dos 19 dólares. Metade do valor da empresa de Mark Zuckerberg desapareceu neste período. 

A performance da tecnológica não tem sido perfeita em bolsa e a tendência tem sido, quase sempre, descendente. O chamado “IPO da década” deu lugar a uma grande desilusão entre os investidores. 

Nos últimos dias, a desilusão tem levado os títulos a renovarem, sistematicamente, os preços mais baixos de sempre. 

O preço excessivo das acções na oferta pública inicial (IPO, na sigla original) foi logo questionado durante a operação: que receitas tem a empresa para justificar-se como a protagonista do maior IPO de sempre entre as cotadas tecnológicas e para valer mais de 100 mil milhões de dólares? 

Logo nos primeiros dias a euforia desapareceu. Algo que se intensificou na semana passada, quando se deu o primeiro desbloqueio de acções. Na prática, terminou um dos períodos de “lock up”. Estes períodos obrigam os investidores que compraram acções do Facebook a mantê-las em carteira durante um determinado tempo. Neste caso, um dos períodos terminou na sexta-feira passada e dirigiu-se a quem investiu antes do IPO. As acções caíram 4%. No dia anterior, em antecipação, a descida tinha sido de 6%. Ou seja, alguns dos investidores que estavam proibidos de vender já o podem fazer. E muitos fizeram-no. O que colocou mais acções no mercado e pressionou o seu preço.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

PSI-20 toca em mínimos de mais de um ano





Foi a pior sessão na bolsa nacional desde Abril de 2010, num dia marcado por fortes quedas. 


Foram 11 as cotadas no PSI-20 a tocarem em mínimos de mais de um ano, com a crise de dívida soberana a assombrar a Europa.


O PSI-20 caiu 4,28% para 6.844,98 pontos, com 19 acções em queda e apenas uma em alta. A Zon foi a única cotada que escapou às descidas. Houve 11 empresas a deslizar mais de 4%.

Só hoje a bolsa nacional perder 2,5 mil milhões de euros, naquele que foi o dia mais negro em mais de um ano.