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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Preferência pelo e-commerce cada vez maior


De acordo com uma recente pesquisa global sobre consumidores da consultora KPMG, 66% dos entrevistados disseram estar dispostos a transformar seus telemóveis/smartphones em “carteira de dinheiro”. Este valor constitui uma evolução relativamente aos 50% de 2008 que afirmaram que não se sentir muito confortáveis com o uso do mobile payment.
Nas regiões analisadas – Europa, Ásia-Pacífico e Américas – as compras online parecem estar a superar consideravelmente as das lojas físicas de retalho relativamente a determinados produtos e serviços. Em relação à compra de CD’s, DVD’s, livros e videojogos, 76% dos consumidores das Américas revelaram-se mais propensos a procurar lojas virtuais em vez de lojas físicas, enquanto região da Ásia-Pacífico esse valor baixa para os 67% e na Europa para os 55%.
Já quanto às viagens, cerca de 70% dos consumidores das Américas e da Ásia-Pacífico admitiram que compram as passagens aéreas e pacotes de viagens online, contra 61% de europeus.
A rápida adopção de smartphones está a ganhar um papel fundamental nas mudanças na experiência do consumidor no universo do retalho, com os dados da KPMG a revelarem que mais de 38% dos consumidores usaram os seus smartphones nas lojas de retalho para aceder a cupões, enquanto 20% utilizaram os aparelhos para efectuar scanners a QR Codes.
Apesar da tendência de adoptar novas tecnologias, bem como a surpreendente disposição dos consumidores em disponibilizar os seus dados pessoais, o estudo da consultora mostrou também que, a barreira mais significativa para os novos modelos digitais ainda é a preocupação relacionada com a segurança e privacidade dos dados. O número de pessoas que se preocupam com esses assuntos cresceu de 75 para 90%.
Dados da KPMG

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Compras pela internet batem recorde em Portugal



Compras pela internet batem recorde em Portugal

Há mais de 800 sites portugueses de venda online


A internet é cada vez mais um meio escolhido pelos portugueses para fazer as suas compras. No final de 2010, dois milhões de internautas nacionais terão adquirido 3,2 mil milhões de euros em bens e serviços através do seu computador pessoal, um aumento de 23 por cento face a 2009.



" A taxa de penetração da internet em Portugal já ultrapassa os 50 por cento da população portuguesa e, destes, 20 por cento [o triplo do que o que se verificava em 2005] já utiliza regularmente as compras 'online' através do seu computador pessoal", disse o presidente da Associação do Comércio Electrónico e Publicidade Interactiva (ACEPI), Alexandre Nilo Fonseca.

Em 2005, o número de portugueses que compravam regularmente na internet representava sete por cento e, em 2009, esse valor subiu para 16 por cento. Em 2015, as vendas "online" representarão 5,9 mil milhões de euros, o que corresponde a 3,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Os hábitos dos portugueses têm vindo a mudar e, apesar de no "top" das vendas se manterem os livros, discos, informática e telemóveis, o vestuário e a alimentação têm crescido bastante, segundo presidente da ACEPI. Contudo, o grande destaque, para Alexandre Nilo Fonseca, é o aumento da compra de serviços "online", na área da bilhética para espectáculos, transportes, como os comboios e aviões, ou seja, todo um conjunto de serviços que não estavam disponíveis e hoje começam a ter um peso significativo.

Em evolução estão também os "sites" portugueses, a conquistar cada vez mais espaço aos estrangeiros. "É uma tendência que se veio invertendo ao longo dos últimos anos, o que tem a ver com a maior disponibilização e oferta dos nossos 'sites' e com o facto de aquilo que se comprava a nível internacional estar cada vez mais disponível a nível nacional", explicou.

Apesar de não existir uma contabilização total e integral, a ACEPI já tem registado no seu diretório mais de 800 "sites" de vendas "online". E quando não compram, os internautas tomam cada vez mais as suas decisões de compra na internet. "Hoje, o processo de decisão é muito feito através da internet. Já existem três milhões de portugueses a fazer isso, mas não compram necessariamente 'online'", sublinhou.

Por outro lado, a utilização do multibanco, enquanto rede de aquisição de produtos e serviços, é uma"nuance" de Portugal, onde a taxa de penetração é a maior da Europa. Se se incluir o valor das operações de pagamentos em caixas multibanco, o valor do comércio eletrónico total em Portugal em 2009 foi de 17,3 mil milhões de euros (11 por cento do PIB).


Fonte: CiênciaHoje