Mostrar mensagens com a etiqueta investidores sociais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta investidores sociais. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O projecto “A Vida Vale”






De 1998 a 2008, no Baixo Alentejo, a média anual de suicídios foi de 53 casos. Contudo, o concelho de Odemira detém uma das maiores taxas de suicídios a nível mundial. Em 2007 foram contabilizadas 61 mortes por cada 100 mil habitantes, com o epicentro a situar-se na freguesia de Sabóia, com um dos maiores índices de suicídio em todo o mundo.

Numa população idosa, são muitos o que se vêem sozinhos, doentes, abandonados e inúteis. O desemprego com uma taxa na ordem dos 11%, aliado à falta de assistência médica regular, concorrem para agravar a situação. “A Vida Vale” é uma expressão levada à letra pela Fundação Odemira e dá nome a um projecto cuja missão é devolver às populações deste concelho a valorização das suas vidas. Diminuir a incidência de suicídios, trabalhar o fenómeno de forma preventiva na comunidade, e investir nas áreas da educação e cidadania constituem a base de acção desta iniciativa.

Numa população composta sobretudo por idosos, quase todos estão desocupados e entregues à sua sorte, sem filhos por perto que olhem por eles e sem recursos de mobilidade (carros / carta de condução), a ocupação do tempo é uma das medidas preventivas mais promissoras. É essa a aposta deste projecto. Cinema, teatro, música, leitura, escrita, novas tecnologias, apoio móvel na área da saúde, formações em micro crédito e a dinamização de espaços comuns abertos à comunidade, são algumas das propostas que a iniciativa “A Vida Vale” quer colocar ao dispor destas pessoas, a maior parte com idade superior a 75 anos.

A Fundação Odemira pretende actuar directamente nas causas que levam ao acto de pôr termo à vida, particularmente na freguesia de Sabóia , situada no interior, onde a taxa de suicídio é uma das mais elevadas do concelho. O projecto  terá a duração de três anos e, tal como o próprio nome indica,  além de dar peso aos argumentos de valorização da vida destas pessoas e tentar travar o número de suicídios que ocorrem nesta região, quer contribuir igualmente para uma maior compreensão do fenómeno.
Fonte: BVS


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Bolsa de Valores Sociais estuda cotar projectos com fins lucrativos





A Bolsa de Valores Sociais (BVS) quer crescer no próximo ano, não só em número de projectos, investidores e dinheiro investido, mas também passando a cotar projectos de negócios sociais com fins lucrativos.

Os objectivos foram divulgados ontem pelo presidente da BVS, Celso Greco, na assembleia de investidores que marcou o primeiro ano de actividade do projecto.

Em 2011, "pretendemos iniciar estudo para um segundo nível de cotadas na BVS", adiantou, referindo que o propósito é identificar - e cotar - negócios sociais, ou seja, com propósitos sociais mas com fins lucrativos. A ideia, explicou Celso Greco, é reinvestir o lucro conseguido em benefício da sociedade, tendo o investidor também "lucro social e retorno efectivo no médio prazo".

Se este objectivo, "mais arrojado" for conseguido, "vamos fazer a primeira bolsa de valores sociais do género no mundo", salientou o presidente da BVS.

Quanto às restantes metas, o objectivo é duplicar, em 2011, os números previstos para final de 2010, concretamente, ter 600 mil euros investidos, cinco projectos fechados e todos os outros em andamento e ter ainda 1.300 investidores particulares e 12 que seja empresas. "Acredito que 2011 vai ser melhor, mais positivo, com mais actividades, mais cidadãos e mais empresas", afirmou Celso Greco.

Este ano deverá terminar com 300 mil euros investidos, um número aquém do meio milhão esperado há um ano atrás. Ao final da tarde de ontem, os 683 investidores particulares e seis empresas tinham investido cerca de 253 mil euros na bolsa de valores sociais.

Do total de 22 projectos cotados - que foram sendo escolhidos entre 169 candidaturas feitas junto da BVS -, metade são na área da educação e a outra metade na de empreendedorismo social, considerados os dois "eixos estruturais" na bolsa pelo seu presidente.

De acordo com os números apresentados por Celso Greco, do total de projectos cotados 13 estão já em andamento e nove ainda aguardam verbas para poderem ser iniciados.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Bolsa de Valores Sociais celebra um ano de existência



A Bolsa de Valores Sociais, cuja atividade operacional é garantida pela Atitude (Associação pelo Desenvolvimento pelo Apoio Social), é um ponto de encontro entre projetos apresentados por organizações da sociedade civil e potenciais investidores sociais, isto é, pessoas ou empresas interessadas em dar o seu contributo para a viabilização dessas iniciativas de interesse social e público. Ao selecionar e divulgar projetos - candidatados por IPSS, cooperativas, ONGs, etc -, a BVS assume um triplo papel fundamental: o de divulgadora das ações, o de angariadora de fundos para a sua realização e o de garante dos projetos, quer na fase de arranque quer na fase de implementação. Ou seja, garante o interesse e utilidade pública das iniciativas em questão mas também a correta gestão de cada processo, certificando-se, através de aconselhamento e fiscalização, de que todo o dinheiro canalizado para cada uma das ações é utilizado integralmente, e de forma eficaz, para a prossecução dos fins a que se destina.

Ao longo do seu primeiro ano de existência, a BVS atuou em quatro clusters considerados como prioritários: a educação, o emprego, a saúde e a terceira idade. E, segundo garante, todos eles respeitaram um conjunto de requisitos essenciais para terem sido selecionados: a identificação de um problema social relevante, a construção de uma solução para o resolver, a definição dos recursos necessários para essa resposta, um calendário de implementação, partilha transparente da gestão e da utilização das verbas envolvidas e a aceitação de monitorização de todas as etapas do projeto até à sua conclusão. Como objetivo final, a BVS pretende que todos os projetos que seleciona e apoia sejam replicáveis, isto é, que tenham potencial para serem copiados e resolverem problemas semelhantes noutros sítios do país, conceito que faz da BVS uma espécie de laboratório social.


A BVS, que tem a Euronext e as fundação EDP e Gulbenkian como co-fundadores, e que conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, celebra um ano de existência. É a altura certa para prestar contas públicas sobre os projectos que apoiou e fiscalizou neste período, e para os quais pediu financiamento a empresas e cidadãos, o que fará numa "assembleia de investidores sociais" que decorrerá no próximo dia 15, no museu da Eletricidade, em Lisboa.