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sábado, 11 de janeiro de 2020

Um canhão pelo cu



Sobre o terrorismo financeiro

"Um canhão pelo cu" é o título de um texto de Juan José Millás publicado na semana passada no El País e que se tornou viral. O suplemento Dinheiro Vivo ( do DN e JN) publica hoje a sua tradução que, com a devida vénia, aqui republico. 
Aviso: contém linguagem que pode ser considerada ofensiva.



Um canhão pelo cu
Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.
Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.
Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.
Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.
A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.
Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.
E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.
Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.
A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.
A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.
Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.
Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.
Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.
Juan José Millás




quarta-feira, 23 de setembro de 2015

WEB SUMMIT 2016 SERÁ EM LISBOA!

O maior evento de empreendedorismo do Mundo vai decorrer em 2016 na cidade de Lisboa.




Para se ter uma ideia do que isto significa, no próximo mês de Novembro em Dublin o Web Summit 2015 terá cerca de 30.000 participantes e é atualmente um dos mais importantes pilares do ecossistema empreendedor global com mais de 90% dos participantes vindos de todo o mundo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ideias em Caixa 2013




A Universidade do Algarve (UAlg), através do CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia, promove o Concurso de Ideias de Negócio para criação de empresas “Ideias em Caixa 2013”.

Esta iniciativa constitui uma das atividades nucleares do projeto ALGARVE 2015 | EMPREENDER e INOVAR + - Empreendedorismo e Valorização Comercial dos Recursos e Conhecimento da Região, desenvolvido em parceria com a Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA), e é financiada pelo Sistema de Apoio às Ações Coletivas (SIAC) do Programa Operacional Regional do Algarve 2007/2013 (PO Algarve 21).

O objetivo central do Ideias em Caixa 2013 é promover a iniciativa empresarial e o empreendedorismo jovem nomeadamente através da criação de empresas inovadoras no sector primário, na indústria transformadora, nos serviços avançados de tecnologia e turismo, nas indústrias culturais e criativas, e na saúde e bem-estar.

A apresentação de candidatura deverá ser formalizada através do preenchimento do formulário ”Proposta Sumária”, e enviado juntamente com os curricula vitae de cada participante para ci2013@ualg.pt, até ao dia 28 de Fevereiro de 2014.


Ficheiros para download:

Regulamento

Proposta Sumária - Formulário

Empreendedorismo em meio rural


O Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Brito, reuniu em Viana do Castelo com a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho para apresentar um projeto-piloto que vai ser implementado na região. Trata-se de um projeto de empreendedorismo em meio rural que vai agora ser desenvolvido nos próximos seis meses.
O projeto pretende apoiar o empreendedorismo associado a produtos agrícolas e géneros alimentícios; criar circuitos de alimentação e criar produtos e serviços inovadores, tendo como grande objetivo a promoção do emprego de jovens e o aumento da competitividade e a coesão social.
O novo projeto, a implementar já em Fevereiro, visa aumentar o empreendedorismo de base local; estimular a produção agrícola e agro-alimentar; criar valor e promoção da economia local e contribuir para a fixação da população local. Os resultados obtidos com este projeto-piloto serão depois objeto de replicação em todo o país no âmbito do próximo QREN 2014-2020.
A ser desenvolvido durante o ano de 2014 com o apoio da CIM Alto Minho, das escolas de ensino superior do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, da Universidade de Trás os Montes e alto Douro, dos municípios do Alto Minho, em parceria com a Incubo.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Caiu o número de portugueses que vêem o empreendedorismo como positivo


O medo de falhar foi apontado por 83% dos inquiridos em Portugal, acima da média dos 24 países analisados.

Tal como noutros países a braços com problemas financeiros, caiu, em 2013, o número de pessoas em Portugal que vê o empreendedorismo com bons olhos, embora um número relativamente elevado encare a criação do próprio negócio como uma alternativa ao desemprego, aponta um estudo internacional.

De acordo com o relatório global de empreendedorismo da multinacional americana Amway (que se dedica à venda de produtos domésticos, de saúde e beleza), 61% dos inquiridos em Portugal vê o empreendedorismo como algo positivo, menos 6% do que em 2012. Também em Espanha, Grécia e Itália se verificaram quedas semelhantes.

O estudo foi realizado pela consultora alemã GfK, que inquiriu, no segundo trimestre do ano passado, cerca de 26 mil pessoas com mais de 14 anos em 24 países.

Na tabela dos países onde a ideia de empreendedorismo é positiva, Portugal está à frente da Espanha, Alemanha, Áustria, EUA (um país tipicamente visto como favorável à criação de negócios) e Hungria. Já os dinamarqueses são os que mais descrevem o empreendedorismo como positivo.

Porém, em Portugal, a criação do próprio negócio até é vista como alternativa ao desemprego por um número elevado de pessoas, quando comparado com os valores de outros países. Entre os licenciados, 27% dizem que o empreendedorismo pode ser uma alternativa, um valor que sobe para os 32% entre os não licenciados. Acima destes números, só os EUA e a Grécia.

O medo de falhar foi apontado por 83% dos inquiridos em Portugal como a razão que os afasta da criação do próprio negócio. No total dos 24 países analisados, 70% referiram este motivo.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Portugueses têm “atitude positiva” face ao empreendedorismo mas têm medo de arriscar


Os portugueses têm uma “atitude positiva” face ao empreendedorismo mas o medo de falharem é um obstáculo à tomada de iniciativa.

Criar o próprio emprego é uma ideia que agrada aos portugueses. Porém, os cidadãos não estão muito receptivos a enfrentar os riscos que lhe estão associados.

O "Relatório Global de Empreendedorismo", da multinacional de vendas directas Amway, relativo a 2013, mostra que 61% dos portugueses inquiridos manifestaram uma atitude positiva perante a hipótese de criarem o seu próprio emprego. "Mas apenas 32% se imagina a iniciar" um negócio.

Em termos internacionais, a "atitude positiva" perante o empreendedorismo sobe para 70% e 39% dos inquiridos admitem criar o seu próprio negócios.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Horta, uma agência de criatividade

Empreendedorismo: esta Horta é uma agência de criatividade

Conheça a frescura de um negócio criado por três jovens amigos, que quiseram «plantar» o seu próprio destino profissional.

Três amigos, três áreas profissionais. A mesma empreendedorismo-mania. Quiseram plantar o seu próprio destino e criaram a Horta, uma agência de criatividade ligada à comunicação, marketing, design «e outras hortaliças».

Estão em Aveiro, um mercado que, tinham a certeza, «podia ser explorado», pela análise que fizeram da concorrência. 

Diana da Silva Antão, 25 anos, tirou o curso de jornalismo e estava desempregada. João Costa, do marketing, ainda está a estudar, mas já trabalhou. Hugo Magalhães, designer, está a frequentar o mestrado, em Barcelona.

Já tinham alguns clientes. O próximo passo foi registar a empresa e abrir uma loja. Capital inicial: 4.000 €. As obras estão praticamente concluídas. 

Olho para o negócio: poucos encargos

Têm um acordo de parceria que lhes permite não pagar renda. «O dono da loja tem um negócio de turismo rural e tinha interesse em promovê-lo. Nós tínhamos interesse na loja. Prestamos-lhe serviços no valor da renda».

Têm a noção de que, na fase inicial de qualquer negócio, «quanto menos riscos, melhor». Esta parceria reduziu o risco de investimento e não os compromete com um contrato de longa duração. 

Depois, tanto a decoração da loja como o equipamento «ou veio de casa, ou é reciclado». O nome, Horta, espelha bem este conceito: «O primeiro nome começou por ser Lavoura. Puxar pelo regresso à terra. Quando arranjamos produtos da horta, com maior qualidade, podemos controlar o processo, e de forma possivelmente mais barata», explicou Diana. 

Ora era precisamente essa a ideia destes três jovens. «Criar produtos com qualidade, mais acessíveis em termos de preço. Uma relação próxima com o cliente. E com frescura».

Querem ser «mais ousados no tipo de comunicação e design em comparação com o que há em Aveiro», acrescenta João. 

O balanço é positivo. Já tinham clientes de antes e acabaram de fechar quatro trabalhos. «Já estão prontos e vamos continuar a colaborar com essas empresas». 

A Horta está a crescer 

Diana mudou de vida e não se arrepende. «Emprego em jornalismo? O que é que sobra? Despedimentos? Ou sais da tua área, ou emigras, ou crias um negócio próprio e ajudas os outros». 

A Horta já está a ajudar. «Temos já um vasto número de clientes. Sentimos que já não temos muitas mãos a medir. Já temos de contratar outras pessoas para nos ajudar». São jovens, criaram o seu próprio emprego e já estão a criar outros. Inicialmente eram três, agora já são seis. 

Como o meio onde trabalham é pequeno, quiseram tirar proveito disso. «O escritório funciona quase como uma loja, tem bastante exposição, está bem no centro da cidade, chama a atenção. É bastante aberto e convidativo. É importante que as pessoas possam ver-nos a produzir e trabalhar. Isso cria proximidade».

Estão ali, no meio do comércio tradicional, que «precisa urgentemente de ajuda» para sobreviver. E esta agência de criatividade acredita que pode ajudá-los. Em Aveiro, existem «parcerias inter-ajudas entre empresários. Há estabelecimentos comerciais que precisam de renovar a sua comunicação e outros podem refrescar o seu negócio». É mais fácil que o boca-a-boca seja um meio de divulgação e de referência entre clientes que os contactam.

«Dizem que esta é uma péssima altura para investir. Nós sentimos que era melhor altura. Quisemos arriscar. Já temos tão pouco a perder. Não há melhor do que ver satisfação dos clientes no final da entrega do trabalho». E, no fim de contas, gerir o próprio negócio «dá outra adrenalina».

Já têm um trabalho para fora, Coimbra. Ambicionam ir mais longe. «O negócio é claramente para gerar lucro, mas, enquanto jovens, se é verdade que podíamos estar a estagiar, criámos o nosso próprio negócio e temos um posicionamento individual muito superior aos concorrentes da nossa idade. Ser empreendedor é uma mais-valia». Disso, não têm dúvidas.

Fonte:TVI24
Movimento Novos Rurais 
Pessoas mais livres, plenas e felizes!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Empreendedorismo Cooperativo





O Governo publicou em Diário da República a criação do programa Coopjovem, um regime destinado a apoiar o empreendedorismo cooperativo e que prevê a atribuição de uma bolsa de 691,71 euros aos jovens licenciados interessados em desenvolver o projeto de forma exclusiva.
O programa apresenta três modelos de apoio aos jovens: acesso a uma bolsa para desenvolvimento de um projeto cooperativo, apoio técnico e acesso a crédito bonificado ao investimento no âmbito do programa Microinvest. 
A bolsa tem um valor máximo de 691,71 euros para jovens com ensino superior completo (1,65 vezes IAS indexante de apoio social), 544,99 para jovens com ensino secundário completo (1,3 vezes o IAS)  e 419,22 para quem não concluiu o ensino secundário, durante um período mínimo de dois meses e máximo de seis meses.
Assim, o Coopjovem está acessível a jovens com pelo menos o 9º ano de escolaridade e idades entre os 18 e os 30 anos que queiram criar uma cooperativa entre cinco e nove elementos, mas também se podem candidatar empreendedores entre 18 e 40 ano, com pelo menos o nono ano, que queiram inaugurar uma nova secção numa cooperativa já existente e que tenha mais de dez elementos. 
Os bolseiros terão que apresentar relatórios de progresso do projeto e têm ainda a possibilidade de se candidatarem às linhas de crédito do Microinvest. 
Na portaria hoje publicada fica estabelecido que são elegíveis os projetos de investimento que criem, pelo menos, um posto de trabalho na nova cooperativa ou de que resulte a criação líquida de postos de trabalho nas cooperativas agrícolas já existentes.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Concurso InovPortugal


Para este concurso todas as ideias são válidas, independentemente da fase de desenvolvimento em que se encontrem, por isso, podem concorrer a este concurso pessoas com uma ideia empreendedora; pessoas com uma ideia e o respectivo plano de negócio; e pessoas sem uma ideia/projecto empreendedor, mas que gostavam de se juntar a uma equipa existente. A idade ou área de formação não são importantes. 

O objetivo final é a criação de negócios inovadores com potencial de internacionalização independentemente da área em que actuam. Cada candidato pode submeter até 3 ideias ou projectos.

Após a fase de inscrições a Associação Acredita Portugal dá acesso, de forma gratuita, a um Curso de Empreendedorismo online, o DreamFactory, que ajuda a estruturar ideias em planos de negócio.
No final, os projetos vencedores terão uma ajuda financeira que pode ir até 150 mil euros. 
Faça aqui a sua candidatura
Consulte o calendário do Concurso

terça-feira, 30 de outubro de 2012

PO Algarve 21 lança novos concursos para empresas algarvias




Com o objetivo de promover o investimento empresarial, o PO Algarve 21 disponibiliza um novo pacote de financiamento no montante de 15.850 mil Euros FEDER, que se insere no âmbito do Sistema de Incentivos do QREN.

Para simplificar o processo de decisão e introduzir um maior planeamento no acesso aos apoios disponíveis às PME, a receção de candidaturas será feita de forma continua até final do QREN. Desta forma, no âmbito destes Avisos, é estabelecido um plano por fases para apresentação e decisão de candidaturas.

Destaca-se que no âmbito do Sistema de Incentivos (SI) da Inovação os apoios ao setor do turismo devem ter um elevado perfil diferenciador e de qualificação da oferta turística existente no território, de acordo com as prioridades definidas para este setor no Algarve, nomeadamente através da criação ou requalificação de estabelecimentos hoteleiros de 4 ou 5 estrelas, entre outros.

No SI I&DT podem candidatar-se projetos promovidos por empresas individualmente ou em parceria (empresas e entidades do SCT- Sistema Cientifico e Tecnológico), conducentes à criação de novos produtos, processos ou sistemas ou à introdução de melhorias significativas nos mesmos.

Também se encontram-se abertas candidaturas ao SI QPME para apoio a investimentos empresariais que reforcem a capacidade das empresas para assegurar ganhos mais rápidos em termos de uma maior orientação do produto interno para a procura externa, aposta na internacionalização. Neste SI também cabe destacar os projetos simplificados (Vales) a que se podem candidatar empresas que, junto de entidades qualificadas, requisitem a aquisição de serviços de consultoria de apoio à inovação e ao empreendedorismo.

A lista completa dos concursos abertos encontra-se disponível na página web do PO Algarve21 (avisos disponíveis aqui)

Para mais informação contatar através do telefone 289.895200 (Sistemas de Incentivos) ou através do endereço poalgarve21@ccdr-alg.pt.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ser Empreendedor...


Ser Empreendedor...

Atualmente, ter atitude empreendedora é fundamental. Não podemos ficar parados. Precisamos tentar, testar, praticar, executar. Só assim é possível superar as atitudes medianas e moderadas ao reproduzir as mesmas coisas. Toda conquista tem uma pessoa empreendedora por trás que se arriscaram ao fazer perguntas e a buscar respostas e caminhos que outros não seguiram. Isso é ser empreendedor. É fazer diferente.

Ser empreendedor não é apenas ter coragem e talento para abrir um negócio próprio. Empreender é praticar, tentar, pôr em execução, isto é, trata-se de uma ação sem objeto previamente definido.

João Monge Ferreira
Empreendedores em Rede

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Crowdfunding – financiamento colaborativo


Financie a sua ideia com a ajuda das redes sociais

Crowdfunding  é um termo  inglês que traduzido para português poderá significar  “financiamento colectivo” ou “financiamento colaborativo”. É uma forma simples e recente de angariação de financiamento para um projeto através de uma comunidade que partilha os mesmos interesses.
No atual cenário de crise o crédito escasseia ou, simplesmente, é demasiado caro. O crowdfunding pode ser a alternativa de que precisava para financiar o lançamento do seu próprio negócio, para concretizar , um sonho há muito adiado ou, até,  promover uma ideia.

Crowdfunding
Se tiver uma ideia  ponha-a em prática. 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Dia da Europa, dia de Bolsa do Empreendedorismo


O lema é «ponha a sua ideia a render». Ali encontra aconselhamento gratuito sobre como criar ou expandir um negócio

Celebra-se esta quarta-feira o Dia da Europa e, ao mesmo tempo, tem lugar, em Lisboa, a Bolsa do Empreendedorismo.

«É a primeira vez que ao celebrar o Dia da Europa em Portugal se realiza uma Bolsa do Empreendedorismo, tendo como principais preocupações a recuperação da economia e a criação do emprego», disse à agência Lusa o responsável de comunicação da Representação Permanente da Comissão Europeia em Lisboa, Artur Furtado.

«Ponha a sua ideia a render»

O evento decorre no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, sob a designação «Ponha a sua ideia a render».

A Bolsa do Empreendedorismo é uma plataforma de encontro, onde quem quer criar ou expandir o seu negócio pode ter aconselhamento gratuito e, num mesmo espaço, contactar mais de 30 entidades responsáveis por diversos áreas, desde a proteção da propriedade industrial, até à incubação de empresas, capital de risco, recursos humanos e financiamento público e privado.

Neste espaço está disponível uma «loja do cidadão empreendedor», com gabinetes de apoio aos potenciais investidores, baseada num «modelo inovador» e que tem como objetivo fazer «algo muito mais ligado» às preocupações de quem quer investir.

O responsável considerou que, em Portugal, além das medidas de consolidação orçamental, é fundamental apoiar e fomentar «uma atitude proativa» que se foque no relançamento da economia, na criação de valor e de emprego.

No âmbito desta iniciativa, decorre ainda uma sessão plenária na qual os potenciais empreendedores vão ter «oportunidade» de ouvir e conhecer as experiências de gestores de topo, como António Portela, da Bial, Alexandre Pinto, da iCLio, Fernando Oliveira, da Sumol+Compal, e Micaela Larisch, da Micaela Larisch Design.

Os responsáveis máximos por três dos mais importantes sistemas de incentivos à atividade económica em Portugal - o Programa Operacional Fatores de Competitividade, o Programa Operacional Potencial Humano e programa FINICIA do IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento - estarão igualmente presentes na Bolsa do Empreendedorismo.

Também estão previstas sessões paralelas (workshops) nas quais os empreendedores vão poder trocar opiniões com especialistas, sobre vários aspetos: desde como desenvolver uma ideia até à preparação de parcerias.

Hoje, na sessão de abertura, estarão presentes os secretários de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, António de Almeida Henriques, e do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Oliveira.

Esta é uma iniciativa da Representação Permanente da Comissão Europeia em Portugal, em conjunto com o Gabinete de Informação do Parlamento Europeu, e com os ministérios da Economia e do Emprego e dos Negócios Estrangeiros, e enquadra-se também na Semana do Empreendedorismo da Câmara Municipal de Lisboa.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Programas de apoio às empresas no valor de 190 milhões de euros


O secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Oliveira, anunciou que o Governo vai lançar, esta segunda-feira, os programas do QREN para apoio às empresas, com linhas de financiamento de 190 milhões de euros.

Segundo o secretário de Estado, estão previstos vários tipos de apoio desenvolvidos no contexto do Programa Estratégico para o Empreendedorismo e para a Inovação que o Governo está a promover.
Carlos Oliveira indicou que as empresas vão poder, nomeadamente, contar com mais apoios na participação em eventos internacionais. "Num momento em que as exportações são a chave da competitividade e da retoma da nossa economia, este será um apoio importante para as empresas", afirmou, sábado, em Paços de Ferreira, na abertura da 38ª edição da Capital do Móvel.

Revelou que serão disponibilizados incentivos para o aumento da produção nacional e para o empreendedorismo qualificado ou de base local, com o objetivo de apoiar empresas recentes.

Também estará disponível um novo incentivo que permite a candidatura de empresas a um programa europeu de investigação e inovação. "É uma oportunidade para as empresas participarem em redes internacionais", sublinhou o secretário de Estado.
Segundo Carlos Oliveira, desde setembro, mais de 7200 empresas já aderiram ao prolongamento da linha PME Invest lançado pelo Governo, que permite às empresas, durante 12 meses, apenas pagarem juros do financiamento que obtiveram. Assim, durante os 12 meses, as empresas deixarão de ter de pagar cerca de 300 milhões de euros de capital, acrescentou.

Respondendo à preocupação que ouviu dos empresários locais, sobretudo no que tem a ver com as dificuldades de financiamento, revelou que o Governo está a trabalhar com o Banco de Portugal e com a banca "no sentido de encontrar novos mecanismos para ajudar as empresas".

Carlos Oliveira insistiu que "o Governo está concentrado na criação de um contexto mais favorável, de menores barreiras aos negócios e à capacidade da criação de emprego".

Por isso, disse, estão em curso várias reformas estruturais para "baixarem o fardo de custos de contexto, para que as empresas possam operar e serem mais competitivas".

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Empreendedores em Rede




Empreendedor:


Cabe-te a ti entrar nos sapatos dos outros, ver o que eles vêem, sentir os medos que eles sentem, as alegrias, as expectativas, a ansiedade e os sonhos. Depois recriares-te para tomares a forma das suas necessidades e proporcionares uma solução.


Empreendedores em Rede 
http://www.facebook.com/empreendedoresemrede

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Como se manter sempre motivado?


motivação
Sucesso, prosperidade e crescimento profissional foram alguns dos desejos feitos a cada ondinha no Ano-Novo. Mas como fazer para que esses pedidos não morram na praia? A revista Inc separou algumas estratégias simples que podem ajudar os empresários a não perder a energia, alegria e força de empreender durante o resto do ano. Elas podem parecer um pouco clichê, mas, quando aplicadas, podem tornar o cotidiano mais leve e produtivo. E falta de tempo não é desculpa. Separe um horário na agenda para investir na sua própria motivação pessoal e profissional. Trace um plano, firme compromissos com você e siga-os à risca.



- Mente sã, corpo são. Pensamentos positivos trazem benefícios para a saúde física. A recíproca também é verdadeira. Portanto, aposte em uma alimentação balanceada e na prática de atividades físicas sempre que tiver um tempinho na agenda.
- Afaste-se de pessoas negativas. Invejosos estão sempre de plantão, e a melhor coisa é manter suas ideias, sucessos e descobertas distantes deles.
- Motive as pessoas ao seu redor. Positividade é contagiante e pode tornar a sua equipe mais unida e preparada na hora de enfrentar dificuldades.
- Não se atenha tanto aos seus objetivos. Ao longo dos meses, as prioridades podem mudar. Seja flexível e não se apegue tanto a antigas ideias. Além disso, não se esqueça de arcar com as responsabilidades de suas ações, tanto as bem como as mal-sucedidas.
- Lembre-se das suas origens. Visitar uma casa antiga ou passar perto da escola que frequentava quando criança são ações que podem despertar lembranças importantes, fazendo com que você se lembre do caminho que percorreu para chegar até aqui.
- Não seja tão perfeccionista. Não há dúvidas de que querer que tudo saia perfeito é o que todo empresário deve ter em mente antes de iniciar qualquer projeto. Mas, como tudo na vida, o perfeccionismo em excesso atrapalha e faz com que a satisfação nunca seja alcançada. Aposte na excelência, e não no inatingível.
- Celebre seus erros. Não lembramos direito quantas notas boas já tiramos em nossa carreira escolar, mas daquele(s) zero(s) não esquecemos tão facilmente. É lá no fundo do poço que aprendemos as maiores lições. Saiba extrair o melhor de todas as situações, inclusive e principalmente das piores. E também não se deixe acomodar com o sucesso.
- Pense antes de falar. A máxima diz: não é por acaso que temos dois ouvidos e uma boca.
Incluir e praticar essas dicas no dia a dia pode aumentar a produtividade e a satisfação pessoal e atrair coisas boas para o negócio. Todo o resto, com o suor do trabalho diário, pode ser alcançado.
Via: Nathalia Prates é estudante de jornalismo e estagiária da Editora Globo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Governo lança no início de 2012 programa de “estímulo à atividade económica"

O secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional anunciou hoje que o Governo vai lançar no início de 2012 um “programa de políticas públicas integradas de estímulo à actividade económica produtiva de base regional e local”.

Este programa, “devidamente articulado com a reprogramação estratégica do QREN mas com um âmbito de intervenção mais alargado”, visa “promover um desenvolvimento regional que favoreça o crescimento económico, a competitividade, o emprego e o investimento empresarial”, afirmou Almeida Henriques. 

Falando no Porto, na abertura do encontro anual da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) sobre a aplicação do ON.2 -- O Novo Norte (Programa Operacional Regional do Norte), o governante salientou que este programa “é a aposta do Governo num modelo inovador de desenvolvimento económico e social virado para a criação de valor com os territórios”. 

Dinamizar os recursos e capacidades locais a partir das características e das necessidades endógenas, favorecer uma maior proximidade ao tecido empresarial e promover um desenvolvimento regional assente no reforço da coesão económica, social e territorial, com particular ênfase na redução das assimetrias entre os diferentes territórios são objectivos deste programa. 

São ainda objectivos reforçar o apoio ao investimento produtivo empresarial de base regional e local, bem como implementar uma organização do Estado no território mais desconcentrada e descentralizada. 


“Em suma, com este Programa de Criação de Valor com o Território pretende-se assim colocar os instrumentos de financiamento de apoio à actividade económica ao serviço dos territórios, respondendo de forma pragmática e rápida a problemas concretos das comunidades, valorizando as potencialidades endógenas, fixando as populações, criando emprego e dinamizando e apoiando as economias regionais e locais”, sublinhou o secretário de Estado. 

Reafirmando que a Comissão Europeia (CE) aprovou na semana passada a reprogramação técnica do PO Norte e do QREN, que garante a entrada de 600 milhões de euros, com vista a antecipar as previsíveis dificuldades de execução dos projectos, Almeida Henriques afirmou que este aval “constitui uma oportunidade acrescida para os municípios e suas associações concretizarem os seus investimentos nos diversos domínios financiados pelo PO e QREN”. 

Almeida Henriques adiantou também que, “no contexto das restrições que estão a ser sentidas em Portugal, foi aprovado e está em vias de publicação um novo mecanismo de apoio, designado por ‘top-up’”. 

Este mecanismo “vai permitir que a taxa de cofinanciamento comunitário a considerar durante o período correspondente à assistência financeira negociada com a troika (desde Maio até finais de 2013) seja acrescida de 10 pontos percentuais”. 

“Essa aplicação dos 10 por cento será selectiva”, disse, acrescentando que visa “beneficiar programas que possam trazer um aumento da competitividade do país, do crescimento e o aumento do emprego e da empregabilidade”. 

Almeida Henriques disse ainda que o top-up “poderá ter um efeito de cerca de mais de 100 milhões”. 

Por Lusa

domingo, 27 de novembro de 2011

QREN - Programas Operacionais do período 2007-2013



As linhas QREN e PRODER permitem apoiar o investimento em empresas (incluindo Start-up). 

Há muita informação a ter em conta para fazer o enquadramento dos projectos e para elaborar a candidatura. Na fase inicial, é importante consultar a documentação existente em http://www.qren.pt/. 



A estruturação operacional do Quadro de Referência Estratégico Nacional - QREN é sistematizada através da criação de Programas Operacionais Temáticos e de Programas Operacionais Regionais para as regiões do Continente e para as duas Regiões Autónomas. São também instituídos Programas Operacionais de Assistência Técnica ao QREN.

Programas Operacionais Temáticos:

Programa Operacional Temático Factores de Competitividade (FEDER)
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 05/10/2007  [Decisão C(2007) 4623]

Programa Operacional Temático Potencial Humano (FSE)
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 24/10/2007 [Decisão C(2007) 5157]

Programa Operacional Temático Valorização do Território (FEDER e Fundo de Coesão)
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 12/10/2007 [Decisão C(2007) 5110]

Programas Operacionais Regionais do Continente, estruturados territorialmente de acordo com as NUTS II e co-financiados pelo FEDER:

Programa Operacional Regional do Norte
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 10/10/2007 [Decisão C(2007) 5070]

Programa Operacional Regional do Centro
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 09/10/2007 [Decisão C(2007) 4693]

Programa Operacional Regional de Lisboa
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 12/10/ 2007 [Decisão C(2007) 5100]

Programa Operacional Regional do Alentejo
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 09/10/2007 [Decisão C(2007) 4685]

Programa Operacional Regional do Algarve
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 10/10/2007 [Decisão C(2007) 5067]

Programas Operacionais das Regiões Autónomas, apoiados financeiramente pelo FEDER e pelo FSE:

PROCONVERGENCIA - Programa Operacional dos Açores para a Convergência (FEDER)Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 05/10/2007 [Decisão C(2007) 4625]

PRO-EMPREGO - Programa Operacional do FSE para a R.A. dos Açores (FSE)
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 26/10/2007 [Decisão C(2007) 5325]

INTERVIR+ - Programa Operacional de Valorização do Potencial Económico e Coesão Territorial da RAM (FEDER)
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 05/10/2007 [Decisão C(2007) 4622]

RUMOS - Programa Operacional de Valorização do Potencial Humano e Coesão Social da RAM (FSE)
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 26/10/2007 [Decisão C(2007) 5334]
 

Programas Operacionais de Assistência Técnica ao QREN, com financiamento comunitário assegurado pelo FEDER e pelo FSE:

Programa Operacional de Assistência Técnica - FEDER 
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 21/12/2007 [Decisão C(2007) 6883]

Programa Operacional de Assistência Técnica - FSE
Versão final aprovada pela Comissão Europeia em 24/10/2008 [Decisão C(2008) 6230]


A organização dos Programas Operacionais do período 2007-2013 reflecte as significativas modificações introduzidas nos novos regulamentos comunitários dos fundos estruturais e de coesão, face ao anterior período de programação, evidenciadas pela introdução de regras de
49 programação mono-fundo e mono-objectivo e pela convergência entre os fundos estruturais e de coesão em matéria de programação plurianual.

A regra de programação mono-fundo determina que cada programa operacional é apenas objecto de apoio financeiro por um fundo estrutural (FEDER ou FSE), excepcionando-se desta regra o Fundo de Coesão e sem prejuízo da adopção do mecanismo de flexibilidade correspondente à possibilidade de cada um dos fundos estruturais poder co-financiar investimentos e acções de desenvolvimento enquadrados nas tipologias de intervenção do outro fundo estrutural, no limite de 10% das dotações financeiras atribuídas por eixo.

A regra de programação mono-objectivo determina que cada programa operacional é apenas integrado num objectivo da política de coesão comunitária para 2007-2013 (salvo decisão em contrário acordada entre a Comissão e o Estado-Membro), sendo pela primeira vez impostas em Portugal diferenciações muito significativas entre as regiões (NUTS II).

A convergência entre os fundos estruturais e o fundo de coesão em matéria de programação plurianual traduz-se na obrigatoriedade de programação conjunta do FEDER e do Fundo de Coesão em programas operacionais de abrangência territorial nacional (sendo que cada eixo prioritário é financiado apenas por um fundo).

Em termos de elegibilidade das regiões portuguesas NUTS II, temos que:

  • As regiões do Norte, Centro, Alentejo e a Região Autónoma dos Açores, são integradas no Objectivo Convergência;
  • A região do Algarve é enquadrada no regime transitório do Objectivo Convergência, designado phasing-out estatístico;
  • A região de Lisboa integra o Objectivo Competitividade Regional e Emprego;
  • A Região Autónoma da Madeira é integrada no regime transitório do Objectivo Competitividade Regional e Emprego, designado phasing-in.
A diversidade no enquadramento das regiões NUTS II portuguesas nos objectivos da política de coesão tem, face à regra de programação mono-objectivo, outro efeito muito importante: os programas operacionais temáticos têm uma abrangência territorial limitada pelas normas comunitárias às regiões enquadradas no Objectivo Convergência (exceptuando, obviamente, a elegibilidade nacional da intervenção do Fundo de Coesão). Esta limitação territorial adiciona-se à decisão nacional, consensualizada com o Governo Regional dos Açores, de restringir a abrangência dos programas operacionais temáticos ao território do Continente (salientando-se que a disciplina regulamentar comunitária inviabiliza a possibilidade de enquadrar nos programas operacionais temáticos intervenções concretizadas na Região Autónoma da Madeira).

Importa ainda referenciar as seguintes situações:

  • Face às possibilidades excepcionais existentes e tendo em conta a consagração quer da prioridade estratégica relativa à qualificação dos portugueses e das portuguesas, quer do princípio orientador respeitante à concentração das intervenções, é adoptado um único programa operacional temático co-financiado pelo Fundo Social Europeu (que integrará eixos prioritários para enquadramento dos investimentos e acções de desenvolvimento a realizar na região de Lisboa e na região do Algarve, com dotações financeiras rígidas); 
  • Tomando ainda em consideração o princípio orientador relativo à concentração das intervenções e, bem assim, a regra de programação mono-fundo, os programas operacionais regionais do Continente serão exclusivamente co-financiados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.