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quinta-feira, 7 de julho de 2011
Crowd funding estreia-se em Portugal
Começa a funcionar esta quinta-feira, à noite, aquela que é considerada a primeira plataforma de financiamento cooperativo de Portugal. Chama-se Massivemov e assenta no conceito de crowd funding, propondo-se ajudar na criação de novas empresas, na revitalização de antigos projectos ou mesmo na concretização de objectivos pessoais.
O novo serviço funcionará como uma nova ferramenta de angariação de capital para os empreendedores nacionais, utilizando os recursos das redes sociais. O objectivo é obter pequenas contribuições, mas de um número elevado de internautas, de forma a conseguir o financiamento necessário para arrancar com o projecto em causa.
O Massivemov arranca com três projectos prontos a serem apoiados pelos internautas, o "Project in Douro", um espaço de produção própria de cerâmica que terá o Douro vinhateiro como moldura; o "Cenas Cruzadas", na área da "dança e movimento como forma de terapia para o caos urbano"; e o "Mo.Ca - Mobiliário em Cartão", que visa a criação de uma linha de produção de mobiliário original aproveitando os desperdícios de cartão.
À aprovação do Massivemov pode ser submetido qualquer projecto, de qualquer área, desde que respeite os princípios fundamentais do site: "fomentar o empreendedorismo e trazer valor para o empreendedor, para quem vai apoiar e para a sociedade em geral".
Para a apresentação de um projecto, além da definição do valor e do prazo, o empreendedor terá que responder a algumas questões fundamentais e estruturar a sua ideia, mostrando de forma clara e objectiva de que forma vai utilizar o valor do apoio e executar o projecto. Gabriela Marques e João Marques, promotores do serviço, dizem que o Massivemov não avaliará qualidades artísticas nem modelos de negócio, mas sim a forma como está apresentado o projecto, para que exista uma probabilidade de sucesso elevada. "Queremos que todos os projectos inseridos na nossa plataforma sejam bem sucedidos", referem.
Após validação por parte da equipa do portal, o projecto é publicado online e, a partir desse momento, convém que o empreendedor divulgue a sua ideia junto do maior número possível de contactos, recorrendo às redes sociais, ao email e a outras formas de comunicação de que disponha.
Para quem estiver interessado em investir nestes projectos, o pagamento é feito através do sistema Paypal e a contribuição mais baixa é normalmente de cinco euros, embora possam ser estabelecidos limites mais elevados. Os internautas que decidirem apoiar os "negócios" divulgados no Massivemov têm acesso a várias informações, nomeadamente, o número de dias que têm para ajudar a ideia, qual o valor que está a ser solicitado para a sua concretização e quais os níveis de financiamento disponíveis.
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Microcrédito arranca hoje com 20 milhões
Programa concede até 25 mil euros para projectos empresariais. Hoje toma posse o Conselho da Economia Social.
O programa nacional de microcrédito arranca hoje, com a disponibilização de uma linha de financiamento de 20 milhões de euros, dez meses depois de ter sido apresentado. Também hoje, toma posse o Conselho Nacional para a Economia Social, um órgão consultivo do Governo que terá como missão avaliar a situação do sector, que já emprega mais de 250 mil pessoas, e propor medidas legislativas.
Ambas as iniciativas inserem- -se no Programa de Apoio ao De-senvolvimento da Economia Social, que foi alvo de uma resolução do Conselho de Ministros, em Março de 2010, que a aponta como uma das vias para combater o desemprego.
Os interessados em concorrer à linha de crédito bonificado para o desenvolvimento de projectos empresariais ou sociais podem candidatar-se junto dos centros de emprego ou da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social - que terá a cargo a gestão do programa. Os individuais podem aceder até um máximo de 15 mil euros, enquanto as entidades colectivas têm como limite 25 mil euros.
"Com esta iniciativa tentámos ir mais longe e atacar uma das causas da elevada mortalidade das empresas nascidas do microcrédito, que é a falta de acompanhamento dos projectos", disse ao DN o secretário de Estado do Emprego, Walter Lemos.
A principal inovação do programa é que as entidades do sector social - sejam IPSS, mutualidades, cooperativas ou associações de desenvolvimento local - passam a constituir uma rede de apoio técnico a quem montar um negócio ou uma IPSS através do sistema de microcrédito, explicou Walter Lemos. Caberá ao IEFP dar formação a esses técnicos para poderem acompanhar os projectos empresariais.
Fonte: DN
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