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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Valorizar abre candidaturas ao SIALM – Sistema de Incentivos de Apoio Local a Microempresas

Foi hoje adotada a Iniciativa 1 do Programa VALORIZAR, o SIALM – Sistema de Incentivos de Apoio Local a Microempresas, com uma dotação de 25 milhões de euros.
O SIALM tem o objetivo de apoiar exclusivamente as microempresas já existentes, situadas em territórios de baixa densidade com problemas de interioridade, enquanto territórios com menores oportunidades de desenvolvimento. O SIALM apoiará, de forma integrada, a realização de investimento e a criação líquida de postos de trabalho nesses territórios.
Este Sistema de Incentivos foi criado pela Portaria n.º 68/2013, de 18 de fevereiro, e enquadra-se no Programa Valorizar, estabelecido pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 7/2013, de 6 de dezembro de 2012.
A apresentação de candidaturas inicia-se a 18 de fevereiro e processa-se em contínuo até 9 de dezembro de 2013, através de formulário eletrónico (formulário de candidatura e documentos considerados necessários) disponível na página internetdos Incentivos QREN.
As empresas que tenham projetos aprovados no âmbito do SIALM podem ainda aceder a uma linha de crédito INVESTE QREN, junto dos bancos aderentes para financiar a parte do seu investimento não comparticipado pelo SIALM.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Governo cria nova linha de crédito para as PMEs



O Governo anunciou esta quarta-feira a criação de uma nova linha de crédito para as PMEs. 


A «PME Crescimento» vai estar disponível nos bancos a partir do próximo dia 16. O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, anunciou esta quarta-feira o lançamento de uma linha de crédito para pequenas e médias empresas (PME), no valor global de 1,5 mil milhões de euros. «Não falamos de promessas mas de medidas concretas», afirmou o ministro da Economia na apresentação da linha, acrescentando que a mesma «vai estar disponível nos balcões dos bancos a partir do dia 16» deste mês. «É hoje inegável que as empresas portuguesas atravessam um período de graves dificuldades de financiamento, seja para permitir novos investimentos, seja para assegurar simples operações de tesouraria», disse Álvaro Santos Pereira na apresentação desta iniciativa, em Lisboa. O ministro referiu ainda que, deste montante global, 250 milhões se destinam a operações que irão beneficiar às micro e pequenas empresas, 500 milhões serão direccionados especificamente para as empresas exportadoras, cabendo a restante parcela a outras PME.


Empreendedores em Rede
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A história do pescador e do banqueiro


O sábio pescador
Um exemplo de como o objetivo pode estar logo na nossa frente
Um banqueiro de investimentos americano estava no cais de uma povoação das Caraíbas, quando chegou um barco com um único pescador.
Dentro do barco, havia vários atuns amarelos de bom tamanho.
O americano elogiou o pescador pela qualidade do pescado e perguntou-lhe: “Quanto tempo gastou para pescá-los?”
O pescador respondeu que pouco tempo. Então americano perguntou: “Porque não gasta mais tempo e tira mais pescado?”
O pescador disse que tinha o suficiente para satisfazer as necessidades imediatas da sua família.  Mais uma vez, americano perguntou: “Mas o que você faz com o resto do seu tempo?”
O pescador disse: “Depois de pescar, descanso um pouco, brinco com os meus filhos, tiro um cochilo com minha mulher, vou ao povoado à noite, onde tomo vinho e toco violão com os meus amigos.
O americano replicou: “Sou um especialista em gestão e poderia ajudá-lo. Você deveria investir mais do seu tempo na pesca e adquirir um barco maior. Depois, com os ganhos, poderia comprar vários barcos e eventualmente até uma frota de barcos pesqueiros.
Em vez de vender o peixe a um intermediário, poderia fazê-lo diretamente a um processador e eventualmente até abrir a sua própria processadora. Poderia assim controlar a produção, o processamento e a distribuição.
Deveria sair deste pequeno povoado e ir para a capital, de onde geriria a sua empresa em expansão”.
O pescador perguntou: “Mas, quanto tempo demoraria isso?”
O americano respondeu: “Entre 15 e 20 anos”.
“E depois?“, perguntou o pescador.
O americano deu risada e disse que essa era a melhor parte: “Quando chegar a hora, deveria anunciar uma IPO (Oferta Pública de Aquisição) e vender as ações da sua empresa ao público. Ficará rico, terá milhões! ”
Milhões … E depois?“, tornou o pescador.
Daí o americano responde:
“Poderá então se aposentar e ir para uma cidade no litoral, onde pode dormir até tarde, pescar um pouco, brincar com os seus filhos, dormir a sesta com a sua mulher, ir todas as noites ao povoado tomar um vinho e tocar violão com os seus amigos”.
Então o pescador pergunta: “Por acaso isso não é o que já tenho?”
Moral da história
Será que não seríamos mais felizes se simplesmente aproveitássemos o que já temos? A felicidade está no caminho, não no fim.

Millor Machado
 é formado em Engenharia da Controle e Automação pela Unicamp, foi estagiário de uma grande consultoria em gestão americana e tem experiência nas áreas de Recursos Humanos, Análise de Mercado e Vendas


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Empresas precisam aumentar investimentos em práticas inovadoras de gestão e tecnologia

Apenas um terço das empresas brasileiras utiliza algum tipo de prática inovadora na sua gestão. Segundo dados apresentados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 33,6% das empresas são inovadoras e o nível de investimentos feitos pelo sector privado em Investigação e Desenvolvimento (I&D) está abaixo da meta estabelecida para o País. Em 2010, o dispêndio das empresas privadas em I&D deve alcançar 0,56% do Produto Interno Bruto (PIB), ante uma meta de 0,65% do PIB.

“O nível de envolvimento das micro e pequenas empresas com o tema ainda é muito baixo. A inovação deve ser prioridade número um dentro das estratégias das empresas, precisa de ocupar o papel central da indústria brasileira”, afirma o investigador de Estudos e Políticas Industriais da CNI, Rodrigo Teixeira.
Por outro lado, ressaltou, o apoio governamental em relação a outros países também é baixo e deveria elevar-se. Actualmente os incentivos fiscais e subvenções totalizam 0,16% do PIB. “Já é baixo, e se retirarmos o volume que é atrelado ao sector de informática, cai para apenas 0,05%”, afirma.

Numa palestra durante o XX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e XVIII Workshop da Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), que se está a realizar esta semana em Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Teixeira defendeu, entre outros pontos, a simplificação e o melhoramento dos incentivos fiscais, além de uma melhoria dos marcos regulatórios relativos ao sector de inovação e tecnologia.

Engajement O representante do governo federal no evento, o secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Rodrigues Elias, afirmou que os investimentos federais na área têm avançado e concordou que a alavancagem privada ainda é reduzida.

“Temos uma evolução crescente do orçamento do Ministério (o orçamento passou de R$ 1,9 bilhão em 2000 para R$ 7,9 bilhões em 2010), mas isso ainda não conseguiu incentivar o lado privado. É necessário que o sector empresarial participe do risco do conhecimento. O risco está em envolver o lucro neste processo, não contando apenas com recursos públicos. Não temos tido a mesma resposta, a mesma envergadura no sector privado”, afirmou.

O representante da CNI destacou como uma deficiência brasileira a falta de investimento em recursos humanos e em equipamentos e máquinas o que, segundo ele, compromete a competitividade. “Precisamos de cientistas e engenheiros. Dos brasileiros que têm nível superior, apenas 11% são cientistas e engenheiros. Na China, esse volume é de 39%. Na Alemanha, de 31%.”

Segundo o secretário, entre os desafios do País nos próximos dez anos está o fortalecimento da capacidade de inovação das empresas. “Temos hoje recursos e instrumentos eficientes para fomentar planos de inovação nas PME e fortalecer redes de pesquisa e inovação para o mercado brasileiro, como por exemplo, por meio do Sebraetec (programa do Sebrae que fornece consultoria para ajudar a introdução de conceitos de inovação nos pequenos negócios)”, afirma. De acordo com o secretário, é necessário que a cultura da inovação se introduza no sector empresarial e que os parques tecnológicos e as incubadoras possam ajudar fortemente na elevação dessa capacidade.

A CNI lidera a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) que tem por objetivo sensibilizar as empresas para que invistam em inovação e trabalhem junto do governo na melhoria das políticas públicas. O Sebrae é parceiro da entidade e tem a função de actuar na incorporação do tema inovação pelas micro e pequenas empresas. O conceito de inovação, segundo Teixeira, engloba inovação de produto, de processo, a organizacional, a tecnológica e de marketing.

Parques tecnológicos
O Ministério da Ciência e Tecnologia publica na próxima semana dois editais para incentivar a melhoria dos parques tecnológicos e incubadoras de empresas existentes no Brasil. O primeiro, com um volume de R$ 40 milhões, prevê investimentos nos 75 parques tecnológicos existentes no País – 25 em exercício. O segundo investimento, de R$ 10 milhões, será dirigido às incubadoras de empresas.

“Queremos promover melhorias nas estruturas para a investigação, além de aumentar a capacitação e melhorar a gestão nos parques e nas incubadoras. Queremos deixar uma estrutura de parques adequada para o próximo governo, deixar um projecto de longo prazo”, afirma Elias.

O Seminário, que será realizado até à próxima sexta-feira (24/9) em Campo Grande (Mato Grosso do Sul), é promovido pela Anprotec em parceria com o Sebrae. Com 670 participantes inscritos, tem como tema central o desenvolvimento de empreendimentos sustentáveis. A Anprotec reúne 400 incubadoras em actividade no País, que contam com mais de 6,3 mil empresas. Juntas, elas faturam cerca de R$ 3,5 bilhões por ano e empregam 25 mil trabalhadores.

FONTE: Agência Sebrae de Notícias


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