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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Escola açoriana entre as mais inovadoras




Portugal tem pela primeira vez uma "Escola Mentora" no programa mundial de Escolas Inovadoras da Microsoft Corporation. A escolha recaiu na Escola Secundária da Lagoa, nos Açores, que durante um ano, terá a responsabilidade de apoiar e orientar as outras instituições de ensino que integram a iniciativa. 

Lançado em 2009, este programa da gigante da informática tem como objetivo apoiar as escolas de todo o mundo, promovendo uma cultura de inovação e a integração tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem.



A Escola Secundária de Lagoa consta agora do reduzido grupo de 33 instituições em todo o mundo que têm como responsabilidade apoiar e orientar as outras escolas abrangidas pelo programa da Microsoft, partilhando as boas práticas instituídas no espaço de aula, com recurso às TIC.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

7 dicas para ter boas ideias

Em seu mais recente livro, Where good ideas come from -- The natural history of innovation (De onde vêm as boas ideias) Steven Johnson vai atrás das condições que possibilitaram ideias transformadoras.




7 passos para chegar à inovação

                                                 Steven Johnson

Deixo-vos aqui um excelente artigo de Steven Johnson na revista Época.


Um caminho para alcançar o pensamento inovador e transformar organizações em ambientes criativos.


Com um pequeno esforço de memória, qualquer um pode listar alguns nomes de pessoas que considera geniais. Gente que revolucionou seu tempo com um pensamento original ou com invenções que transformaram a vida da humanidade, como Leonardo da Vinci, Antoine Laurent de Lavoisier, Charles Darwin, Alberto Santos Dumont, Albert Einstein... Mas o que terá tornado essa gente excepcional? O escritor americano Steven Johnson, especializado em divulgar estudos sobre a sociedade, a ciência e as ideias, faz uma proposta ousada em seu mais recente livro, Where good ideas come from – The natural history of innovation (De onde vêm as boas ideias – A história natural da inovação, ainda sem data de lançamento no Brasil). Para ele, a genialidade é uma ideia romântica. Momentos de iluminação individual seriam raríssimos. Lembramos deles apenas porque resultam em histórias agradáveis sobre o progresso.

O caminho que leva à inovação, diz ele, é outro: longo, descontínuo e errático. Percorrê-lo com sucesso significa principalmente conectar ideias – as próprias e as alheias, as novas e as antigas –, em vez de se isolar à espera de sacadas extraordinárias. E essa conexão só acontece em ambientes em que as pessoas possam interagir como se fossem os neurônios de um grande cérebro coletivo. “Não é que não existam pessoas extraordinárias, mais espertas que a maioria de nós”, afirmou Johnson em uma entrevista por e-mail a ÉPOCA. “A questão é que os talentos podem ser aperfeiçoados (ou reduzidos) dependendo do lugar onde estejam. Se tentássemos colocar a mente de Steve Jobs (presidente da Apple) para trabalhar em empresas convencionais, desconfio que ele não se sairia tão bem.”

De acordo com essa tese, a genialidade seria a capacidade de destilar, aos poucos, o melhor do caldo das ideias existentes. Não é que não exista a descoberta, o “eureca!” (descobri, em grego antigo) que o matemático Arquimedes teria gritado, saindo pelado da banheira, quando lhe veio à mente o conceito de empuxo. É que ele faz parte de uma cadeia de outras descobertas, menores, às quais geralmente não damos valor. Fascinado pela evolução das ideias – dois de seus seis livros anteriores abordam o assunto –, Johnson estudou o contexto que levou ao desenvolvimento de várias ideias na história. E propõe um caminho para alcançar o pensamento inovador e transformar organizações em ambientes criativos. A seguir, alguns dos principais modos de fazer isso, segundo ele.   Ler + Época


domingo, 21 de novembro de 2010

Sticking together - Como manter viva uma parceria criativa




Excelente a coluna “Schumpeter” sobre inovação, que saiu na The Economist. É sobre o poder das parcerias (nas artes, e nos negócios). Um tema muito pouco explorado pelos empresários.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Semana Global do Empreendedorismo 2010




De 15 a 21 de Novembro, decorre em Portugal e em mais 100 países a Semana Global do Empreendedorismo. Durante 7 dias, centenas de empresas nacionais, muitos convidados e milhares de participantes vão poder trocar ideias, experiências e visões em dezenas de eventos e actividades que preparamos para todos os que comungam da paixão pelo desafio e inovação.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Startup Weekend Lisbon 12, 13 e 14 de Novembro

Startup Weekend Lisbon Spot




A NOVA patrocina o Startup Weekend, um concurso de empreendedorismo que chega pela primeira vez a Portugal e pretende ser o início de uma longa viagem para quem pretende abrir um negócio.

É um evento a nível mundial, de 54 horas seguidas, realizado mais de 100 vezes em cerca de 100 cidades diferentes por todo o mundo e que já contribuiu para o lançamento de mais de 500 novas startups.

Os empreendedores terão a oportunidade de desenvolver as suas ideias com a ajuda de Mentores - empreendedores bem sucedidos da sociedade portuguesa - e apresentá-las a um painel de júris constituído por investidores profissionais.

As seis melhores ideias serão apresentadas na Semana Global do Empreendedorismo.

Mais informações sobre o Startup Weekend Lisbon



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Como ensinar às crianças o poder de cada uma delas

Mais do que ensinar conhecimentos teóricos de matemática, inglês e ciências, a verdadeira educação deve ser capaz de transformar alunos, professores, escolas, cidades e até países inteiros. Esse é o objetivo da fundadora e diretora da Riverside School, Kiran Bir Sethi: “infectar” a todos com o vírus do “eu posso”.




sexta-feira, 29 de outubro de 2010

DESAFIO. Boas Idéias Movem o Mundo

Se acredita que todos podemos colaborar para sair da crise, que existem oportunidades, que podemos contagiar de confiança com o nosso exemplo e compromisso, participe neste movimento.



Junte-se a este DESAFIO. Boas Idéias Movem o Mundo

Desafio: 1ª Idéia - 1 Negócio - 1ª Empresa. Participe! “Nós podemos fazer isso acontecer”.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Gestão 2.0: Seis Segredos para Criar uma Cultura de Inovação

Gestão 2.0: Seis Segredos para Criar uma Cultura de Inovação
 
 
O blog da Harvard Business Review publicou artigo sobre uma pesquisa realizada pela IBM que recentemente entrevistou 1500 executivos em 60 países. A pesquisa apontou que os executivos elegeram a criatividade como sendo a competência de liderança mais importante atualmente.
De acordo com a pesquisa, 80% dos CEOs disseram que o ambiente de negócios está crescendo em complexidade de forma assustadora, o que exige, literalmente, novas formas de pensar e agir (veja mais sobre isso aqui). Menos de 50% disseram acreditar que suas organizações estejam equipadas para lidar efetivamente com esta complexidade crescente. Uma das razões para essa falta de preparo é a escassez de líderes criativos e a ausência de uma infra-estrutura organizacional que facilite o surgimento desses líderes (Veja mais sobre isso aqui).
O problema é que, como já abordei em vários posts, a mudança dificilmente vem de cima. A alta administração dificilmente lidera movimentos de transformação necessários para promover a cultura da criatividade e inovação, sendo que, algumas vezes, chegam até a sabotar (Veja mais sobre isso aqui).
Assim como na gestão de pessoas, há uma distância muito grande entre o discurso e a prática. Eu acrescentaria que uma das razões, de porquê a inovação tem dificuldades para surgir nas empresas, é a mentalidade ainda muito mecanicista presente na alta administração das empresas. Acham que a inovação pode surgir a qualquer momento sem que se crie um ambiente adequado não só referente a cultura organizacional, mas também um ambiente físico próprio para o estímulo a inovação.
Voltando ao artigo da Harvard, ele apresenta seis movimentos fundamentais que as empresas devem adotar para criar uma cultura de inovação:

1 – Atender as necessidades das pessoas: Reconhecer que questionar a ortodoxia e as convenções – a chave para a criatividade – começa com questionar as formas como as pessoas tem expectativas sobre o trabalho. Como suas necessidades principais – fisicas, emocionais, mentais e espirituais – podem ser atendidas no ambiente de trabalho? Quanto mais as pessoas estão ocupadas com as necessidades não satisfeitas, menor a energia e o empenho que eles trazem para o seu trabalho. Comece perguntando aos seus funcionários, um de cada vez, o que eles precisam para executar o seu melhor. Em seguida, defina o que é sucesso para as pessoas e mantenha-as informadas sobre as metas, mas, tanto quanto possível, deixe-as conceber seus próprios dias como acharem melhor para alcançar esses resultados. Mais do que nunca, é preciso colocar as pessoas no centro da gestão (Veja mais sobre isso aqui);

2 – Exercitar criatividade sistematicamente: Não é mágica e pode ser desenvolvida. Há cinco fases bem definidas e aceitas do pensamento criativo: uma visão em primeiro lugar, a saturação, a incubação, iluminação e a verificação. Nem sempre elas se desdobram de forma previsível, mas elas nos fornecem um roteiro para mapear todo o cérebro, indo e voltando entre pensamento analitico, raciocínio dedutivo do hemisfério esquerdo, e mais os padrões de busca, do grande retrato e o pensamento do hemisfério direito. Aqui segue a dica do livro do Daniel H. Pink: “O Cérebro do Futuro – A Revolução do Lado Direito do Cérebro” (leia resumo aqui);

3 – Cultive a paixão: A maneira mais rápida de matar a criatividade é colocar as pessoas em funções que não excitam a imaginação. Crianças que são encorajadas a seguir sua paixão desenvolvem uma melhor disciplina, um conhecimento mais profundo e são mais perseverantes e mais resistentes frente às contrariedades. Procure, mesmo em formas pequenas, dar aos seus funcionários, em todos os níveis, a oportunidade e o estímulo para seguir seus interesses e expressar seus talentos únicos. Afinal de contas, como seres humanos, somo definidos pelas causas a que servimos e pelos problemas que lutamos para superar. É a paixão em solucionar problemas extraordinários que cria o potencial de realizações extraordinárias.;

4 – Tornar significativo o trabalho: Os seres-humanos são animais de significado (Veja mais sobre isso aqui). Dinheiro paga as contas, mas é uma fonte limitada de significado. Sentimo-nos melhor sobre nós mesmos quando estamos fazendo uma contribuição positiva para algo além de nós mesmos. O que as pessoas querem é a oportunidade e as condições para criar um sonho. Para se sentir verdadeiramente motivado, nós temos que acreditar se o que estamos fazendo realmente importa. Quando os líderes podem definir uma missão, que transcende o interesse convincente de cada indivíduo de si mesmo, é uma fonte de combustível não só para maior desempenho, mas também para pensar mais criativamente sobre como superar os obstáculos e gerar novas soluções;

5 – Fornecer tempo: Criatividade não tem ponto eletrônico em que você tem expediente de trabalho entre as 8 horas da manhã e as 6 horas da tarde. O pensamento criativo requer tempo relativamente aberto, ininterrupto e livre de pressão para respostas imediatas e soluções instantâneas.  O tempo é escasso, uma comodity sobrecarregada em organizações que vivem pela ética do “mais, maior e mais rápido”;

6 – Renovar-se: Os seres humanos não são preparados para operar continuamente da mesma forma que computadores. Estamos destinados a gastar energia para períodos de tempo relativamente curto – não mais que 90 minutos – e depois se recuperar. A terceira fase do processo criativo, incubação, ocorre quando passo de um problema que estamos tentando resolver e deixamos o nosso inconsciente trabalhar sobre ele. É eficaz quando realizamos uma caminhada, ou ouvimos música, ou silenciamos a mente através da meditação, ou mesmo ao dar um passeio. Movimentar-se – especialmente o exercício que aumenta a taxa de coração – é uma outra maneira poderosa para induzir o tipo de mudança na consciência para que os avanços criativos apareçam espontaneamente.
É bom deixar claro que todos nós somos criativos e que fazer surgir a criatividade é muitas vezes fruto de uma situação ou de uma necessidade. É como disse aquele velho ditado: “A necessidade é a mãe de todas as invenções”. Todos somos criativos, mas alguns de nós desenvolverão mais esse talento do que outros devido a questões educacionais, sociais e culturais que vão contribuir para o estímulo da criatividade ou para comportamentos menos criativos baseados em repetições de modelos previamente estabelecidos.
É importante exercitarmos o máximo possível a nossa criatividade assim como os esportistas desenvolvem os seus músculos para as atividades físicas. Afinal de contas, o cérebro é um músculo e também precisa de exercício, senão atrofia.