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sábado, 29 de fevereiro de 2020

Como investir na bolsa sendo iniciante?


A bolsa tem maior segurança, rentabilidade, liquidez e flexibilidade do que qualquer outro ativo. Portanto, investir na bolsa é interessante para todo o público, já que no longo prazo é muito rentável, através de dividendos dá estabilidade.

Vantagens que temos ao investir diretamente na bolsa

  1. Rentabilidade periódica: É uma vantagem muito importante, uma vez que a carteira de títulos que acreditamos gerará uma rentabilidade com os dividendos das ações. Devemos ter em mente que o dinheiro obtido pela arrecadação dos dividendos podemos reinvestir na compra de mais ações, ou alocá-lo ao próprio consumo, dependendo das necessidades de cada investidor.
  2. Comissões baixas : eles são baixos em comparação com outros ativos, tais como fundos ou despesas de investir em imobiliário, mas de claro que devemos ter em conta que o cobrado a cada ano ou por transação, dependendo sobre a corretora que usa para realizar as operações, portanto teremos que nos informar muito bem das comissões do corretor antes de começar a investir na bolsa
  3. Total liberdade para investir : Não temos obrigação de comprar ou vender se não queremos. Temos Liberdade para fazer as nossas escolhas.
  4. Decidir entrar ou sair: Podemos entrar ou sair do mercado a qualquer momento, nossas posições não influenciam em comparação com o tamanho do mercado.
  5. Invista em ativos que estão fora dos índices bolsistas: Temos a possibilidade de investir em empresas muito boas que não cumprem os requisitos de tamanho ou liquidez para pertencer a qualquer índice bolsista. Essas empresas tendem a ter maior rentabilidade. Uma coisa a ter em mente é que as empresas que cumpram os requisitos de capitalização e volume de liquidez são frequentemente introduzidas nos índices, mas as suas análises fundamentais são desfavoráveis. Só porque uma empresa pertence não a um índice principal significa que devemos investir, pois nem todos são sólidos e rentáveis.
  6. Dividendos pagos: Devemos saber que os dividendos pagos pelas empresas não estão refletidos nos índices de ações.
Uma pessoa moderada consegue que os retornos obtidos pelo investimento na bolsa sejam bons e estáveis, mais do que em qualquer outro investimento, apesar do que a grande maioria pensa, só que se deve aprender algumas diretrizes simples sem precisar ter conhecimento prévio.

Orientações a seguir para investir na bolsa

Sabemos que o futuro na economia de qualquer pessoa é determinado por:
  • O dinheiro que ele ganha
  • O dinheiro que poupa
  • O dinheiro que ele investe
Estamos errados quando pensamos que a ideia para enriquecer é ganhar muito dinheiro, porque que não é verdade, ficamos ricos quando poupamos. Queremos dizer que mesmo que ganhemos muito se gastamos tudo, não ficamos ricos, então temos que saber poupar e investir essas poupanças na criação de mais riqueza .
Voltando ao tema sobre como investir, a primeira coisa que fazemos é criar uma gestão do nosso património, que é que sabemos o que nós temos e decidir a percentagem total de investir no ativo, que vai depender de cada investidor. De seguida, escolher uma estratégia, e este passo se precisamos de alguns conhecimentos básicos, para o qual devemos ser claros sobre os fundamentos do resultado da empresa. Uma vez investido em segurança, é importante acompanhar os resultados trimestrais apresentados pela empresa.
Existem dois tipos de análise recomendados para tomar uma decisão de investimento em uma empresa.
  • A análise fundamental tenta determinar o valor das empresas com base nos seus resultados e nos ativos que possuem. 
  1. PER: Relaciona a capitalização de mercado de uma empresa com o seu lucro líquido, ou seja, o seu lucro por ação com o seu preço por ação. Ele nos informa quantos exercícios são necessários para que os benefícios gerados sejam iguais à sua capitalização de mercado.
  2. PREÇO / CASH FLOW: taxa usada para comparar o valor de mercado de uma empresa com o seu fluxo de caixa. Quanto menor a proporção, melhor será o seu valor.
  3. PREÇO / VALOR CONTABILÍSTICO: mede a relação entre o preço em que as ações são cotadas com o valor dos seus próprios recursos, ou seja, o valor contabilístico dos seus ativos menos o valor contabilístico das suas dívidas.            <1: O preço pelo qual é cotado é menor que o seu valor contabilístico e, portanto, teríamos uma oportunidade de compra.= 1: A empresa é cotada por um preço próximo ao seu valor contabilístico.> 1: O preço a que é cotado é superior ao seu valor contabilístico.
  4. ROE : mede o desempenho obtido pelos acionistas dos fundos investidos na empresa, ou seja, a capacidade da empresa de remunerar os seus acionistas.
  5. DIVIDENDO LÍQUIDO POR AÇÃO : é o montante do lucro líquido obtido por uma empresa que é dividido ou dividido pelo número de ações.
  6. RENTABILIDADE POR DIVIDENDO : mede a porcentagem do preço de uma ação que vai para os acionistas na forma de um dividendo a cada ano.
  7. RESULTADO LÍQUIDO: é o lucro que permanece na empresa depois de cobrir todas as despesas e impostos.
  8. EBITDA: é o resultado operacional bruto apurado antes das despesas de depreciação e amortização.
  9. EPS: é a parte do lucro que corresponde a cada ação de uma empresa, indica a rentabilidade da empresa.
  • A análise técnica deve olhar para os gráficos das cotações, a evolução da sua cotação e não leva em conta os resultados ou ativos da empresa . Aconselha-se o uso de 2 ou 3 indicadores para não se desvincular da análise. Estes programas são geralmente fornecidos pela plataforma do nosso corretor (eles podem ir em alguns casos com um certo atraso), seria conveniente para eles estarem em tempo real.
  1. Indicadores de Tendência Média Móvel Simples que é usada para identificar o início de novas tendências. A sua interpretação em termos gerais é que se o preço se move acima do MM, portanto o MM tem uma direção de alta (inclinação positiva), pode ser considerado como um sinal de força (compra). Se o preço se move abaixo do MM, portanto o MM tem uma direção descendente (declive negativo), ele pode ser considerado como um sinal de fraqueza (venda). Os sinais válidos de compra e venda não ocorrem quando o MM muda. somente quando o preço se move acima ou abaixo do MM.
  2. Indicador de volume que nos informa a quantidade de títulos negociados em um período escolhido (intradiário, dia, semana …). Segundo a teoria DOW, o volume deve acompanhar a tendência. A magnitude do volume é indicativa da consistência do movimento.
  3. O oscilador de força relativa RSI mede a força do preço. Graficamente, o RSI oscila em um intervalo de 0 a 100, o que indica as áreas de sobrecompra (de 70 a 80 a 100) e oversold (abaixo de 30 a 0 a 0). Ele indica a tendência ascendente quando se aproxima de 100 e indica a tendência de queda quando se aproxima de 0. Na prática, os sinais de compra geralmente ocorrem quando o piso de 30 cruzamentos e os sinais de venda, ao atravessar o telhado de 70.
Devemos fazer as duas coisas, a fundamental, porque nos diz a situação da empresa e a técnica, porque nos dá o sinal de entrada e saída.
Quando investimos em segurança, é importante acompanhar os resultados trimestrais apresentados pela empresa.
Quando no ponto anterior falámos sobre a estratégia,também me referimos a criação de um portefólio de valores sólidos, ou seja, com benefícios que crescem no longo prazo . Para isso, seria conveniente:
  1. Diversificar os ativos : Não é necessário ter grandes ativos para investir em várias empresas, por isso é aconselhável diversificar ambas as empresas, setoriais … para minimizar os riscos.
  2. Diversificar temporariamente: pode investir em uma empresa temporariamente, ou seja, decidir-se o tempo que quiser ou bom para, por dias, meses, anos, de modo que nos permite para evitar o risco de uma descida íngreme.
  3. Liquidez : Podemos ter a liquidez do investimento quando precisamos. Também é importante ter em mente que possuir ações de uma empresa sólida pode acessar para obter um crédito.
  4. Transparência : Encontraremos na internet muitas páginas web que nos fornecem informações gratuitas sobre cotação, dividendos, fundamentos e técnicas de qualquer empresa. Graças a essas transparências, podemos saber o preço da cotação de nossas ações.
  5. Rentabilidade: A rentabilidade depende do crescimento dos lucros e dividendos das empresas.
  6. Segurança: Os ganhos obtidos com a transferência das ações, bem como o dividendo, são diretamente registados diretamente na nossa conta.

Conhecer os horários dos mercados .

HORAS DO MERCADO EM PORTUGAL
Leilão de abertura8,30h. às 9h (+ 30 min)
Mercado aberto9h às 17,30 h
Leilão de encerramento17,30h a 17,35h (+30 min)
Operações especiais17,40h às 20h

No leilão de abertura das 8h30 às 9h, os pedidos podem ser inseridos, modificados e cancelados, mas sem operações de cruzamento, uma vez que o livro de ofertas ainda não está disponível . O final aleatório do leilão (30 min), dentro do período de 30 segundos, termina sem aviso prévio. Serve para evitar manipulações de preços.
O mercado à vista contínua está aberto a partir das 9 horas da manhã. (depois de 30 minutos) até 17,30h .
No leilão de encerramento acontece exatamente o mesmo sendo o intervalo de 5 horas que seria de 17,30h para 17,35h e também terminará com um final aleatório do leilão de 30 minutos. 

Escolha de uma corretora

Como sabemos ser capaz de investir na bolsa, precisamos de uma corretora. A dúvida que temos é a de qual corretora será melhor ou da qual podemos confiar. Se não conhece nenhuma corretora, em princípio, é melhor ir para o seu banco onde tem uma conta de investimentos e negociar com eles comissões justas. Se o seu banco cobrar muitas comissões, deve estudar todos as corretoras detalhadamente para ver qual deles convence mais.


Como investir em ações?



O primeiro passo consiste em dar uma ordem de compra. Pode fazê-lo através de corretoras e bancos, as únicas entidades que, em Portugal, têm acesso direto ao mercado bolsista. Feito o investimento, deve acompanhar atentamente a evolução da cotação dos títulos escolhidos.


Negociar em bolsa


Tomada a decisão de investir em ações e escolhidos os títulos em que deseja apostar, o passo seguinte consiste em dar uma ordem de compra.


Para tal, os investidores particulares têm à sua disposição corretoras e bancos, as únicas entidades que, em Portugal, têm acesso direto ao mercado bolsista.


Antes de transacionar em bolsa, o investidor tem de depositar junto do intermediário financeiro (banco ou corretora) a quantia que pretende investir.


Deve abrir a conta-títulos, onde serão depositadas as ações que possui em carteira. O processo de abertura desta conta é muito simples:Se utilizar uma corretora para negociar em bolsa, apenas tem de abrir uma conta-títulos, na qual deposita o dinheiro que pretende investir e que funciona como uma conta à ordem normal;Se abrir conta num banco, a conta-títulos onde são depositadas as ações fica associada à conta à ordem, mas com um número diferente.


Caso não seja cliente do banco, tem de abrir as duas contas.A partir daí, pode começar a negociar em bolsa.
Acompanhar o investimento


Feito o investimento, deve acompanhar atentamente a evolução da cotação dos títulos escolhidos, bem como estar a par de todas as informações relevantes sobre a atividade das empresas que constituem a carteira de ações.


Os sites dos bancos e das corretoras disponibilizam gratuitamente as cotações das ações, não só nacionais como estrangeiras, a par das principais notícias sobre as empresas. Apesar disso, para se manter informado sobre a atividade das empresas cotadas no mercado nacional, recomendamos que consulte o site da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, onde as sociedades cotadas são obrigadas a divulgar, em primeira mão, todas as informações relevantes acerca da sua atividade: resultados trimestrais, semestrais e anuais, alterações significativas na estrutura acionista, datas de pagamento de dividendos, anúncios de aumentos de capital, notícias sobre a evolução dos seus negócios (aquisições e alienações de ativos), esclarecimentos sobre notícias publicadas na imprensa, etc.

Tudo o que precisa de saber para investir em ações

O investimento não é imune ao risco, mas pode-se mitigá-lo. Dos fundos à plataformas online, investir em ações pode ser para todos.

Regra nº1: Nunca perder dinheiro. Regra nº2: Nunca esquecer a regra nº1”. São estas, entre outras, as duas regras de ouro que o investidor mais famoso do mundo, o norte-americano Warren Buffett, seguiu ao longo da carreira. Com uma fortuna superior a 80 mil milhões de dólares, desmistificou a ideia que ‘jogar em bolsa’ equivale a apostar dinheiro na casino. Investir em ações não é um jogo de sorte ou azar.
Uma ação é um título representativo do capital social de uma empresa que concede aos detentores, chamados acionistas, alguns direitos de propriedade.
Os direitos e deveres dos acionistas estão consagrados na lei e são “ ajustados às circunstâncias e à realidade de cada empresa, podendo consistir em direitos de voto sobre o rumo da empresa em que se investiu. Mas o investimento em ações oferece outras vantagens.
1. Ações vs. Obrigações
“Tratam-se de aplicações bastante distintas e que se destinam a aforradores com perfis e horizontes temporais de investimento diferentes”, frisou Nuno Santos, administrador executivo da Optimize Investment Partners, uma sociedade gestora independente portuguesa.
No caso das obrigações, que uma empresa emite para angariar ‘capital alheio’, como explica Amorim, a “rentabilidade é baseada no cupão, o juro pago pelo empréstimo obrigacionista”, com um risco reduzido.
Já as ações “dão lugar a dividendos”, referiu Nuno Santos. No entanto, “a distribuição de dividendos depende da política da empresa”, frisou Amorim, e que constitui um risco para o acionista. Por isso, “teremos de ter em consideração outra componente: a valorização do preço da ação”, explicou o senior manager da XTB. Por sua vez, a valorização do preço da ação dependerá da projeção do aumento das receitas de uma empresa no futuro ou na diminuição dos custos”. Neste caso, o acionista pode vender as ações, obtendo uma mais-valia (ver página 3).
Comparando com o investimento em obrigações, investir em ações encerra vantagens “evidentes”, sublinha Filipa Franco, porque permitem, desde logo,“a diversificação das aplicações das poupanças e investimentos”.
Comparando com o investimento em obrigações, investir em ações encerra vantagens “evidentes”, sublinha Filipa Franco, porque permitem, desde logo,“a diversificação das aplicações das poupanças e investimentos”.
Do lado das empresas e, por consequência, do desenvolvimento económico, o investimento em ações “é essencial (…) para promover novas formas de financiamento à economia”, salientou Filipa Franco. “Uma comunidade de investidores mais ativa e com maior relevo na nossa economia teria um contributo relevante na própria diversificação das fontes de financiamento da nossa economia, robustecendo dessa forma a capacidade de financiamento e de investimento do tecido empresarial nacional”.
De resto, os três especialistas financeiros sublinham que no contexto atual de taxas de juro reduzidas, o investimento obrigacionista oferece menos rentabilidade que o investimento em ações. Mais:“a história demonstra-nos que a longo prazo as ações são a classe de ativos mais rentável superando também as obrigações”.
De ressalvar que, “numa mesma empresa, investir em ações é mais arriscado do que investir em obrigações”, disse Amorim. “Em caso de falência, o acionista é o último a ter direito a algo”. Também por aí se explica que a rentabilidade das ações deva ser superior à das obrigações, explicou.
O investimento no imobiliário tem crescido em Portugal. Segundo um relatório da agência da JLL, é expectável que investimento neste ativo em 2018 ascenda aos 3.3 mil milhões de euros. Mas “é um investimento sobrevalorizado pela pequena poupança”, frisou Emília Vieira, CEO da Casa de Investimentos. “. É um investimento extremamente ilíquido, carregado de custos de operação e transação “, disse.
Investir em ações dá outras garantias de liquidez, mas não só. “Nos últimos 120 anos e para todas as geografias mundiais estudadas, as ações foram a melhor classe de ativos, com rendimentos de 5% ou mais acima da inflação”, explicou a CEO. Além disso, “para quem tem um horizonte de investimento de 5 a 10 anos, as ações são a melhor opção de investimento”, porque atualmente “muitas ações de empresas europeias pagam dividendos de 4% ou mais”.
2. Risco,  diversificação e fundos de investimento
Investir em ações acarreta algum risco, que pode ser definido como a probabilidade de perder todo o capital investido. Por isso, “quando analisamos um investimento em ações, [as] rubricas de risco devem estar análise” para não se alocar capital em ações ‘perdedoras’, alerta Amorim.
Embora os “riscos de mercado”, como lhes chama o analista da XTB, que estão associados à conjuntura “macroeconómica do país”, sejam mais difíceis de controlar,  existe uma estratégia para mitigar os “riscos específicos”, isto é, os que estão associados “às políticas internas de uma empresa em questão”: a diversificação, como indicam Pedro Amorim e Filipa Franco, e “deve ser geográfica, por setores de atividade”, revelou Nuno Santos. “Uma boa diversficiação permite minimizar o dano da nossa rentabilidade final no caso de uma empresa passar por um mau momento”, explicou Amorim, que deu o seguinte exemplo: “consideremos o recente desempenho da Apple, que viu as suas ações terem o pior desempenho desde 2013, e da Disney, que se encontra novamento perto dos mácimos históricos. Se um investidor [só tivesse investido na] Apple, teria um resultado inferior do que se tivesse 60% [do investimento] na Apple e 40% na Disney”.
Outro exemplo de diversificação consiste na aplicação de capital num fundo de investimento, salientou Nuno Santos. “Os fundos de investimento investem em [muitos] títulos, conseguindo desta forma reduzir o risco do investimento”, frisou o administrador da Optimize. Além disso, investir em fundos de investimento garante uma gestão “por entidades especializadas” que “dispõem de um poder negocial que lhes permite realizar operações mais favoráveis do que os aforradores individuais conseguem”, frisou. Também a segurança é um elemento a ter em conta quando se decide investir em fundos de investimento, porque “o património dos fundos pertence sempre aos clientes (…) o que anula o risco de falência, quer da sociedade gestora, quer do banco depositário”, garantiu Nuno Santos.
Existem diversas plataformas online que permitem uma “maior persolanização do investimento em relação ao investimento num fundo de investimento”, assegura Pedro Amorim. Enquanto no caso dos investimentos através de fundos os investidores “tão dependentes da gestão da entidade responsável, sem que o [acionista] tenha controlo na gestão”, nas plataformas online, os investidores dispõem de um motor de busca “que permite filtrar os indicares fundamentais de ações”, como rácio PER, que estabelece a relação do preço da ação e os lucros da empresa, permitindo “saber se a empresa se encontra sobre-avaliada ou sub-avaliada em relação ao setor”, explicou o senior manager da XTB. Outros rácios a ter em consideração, segundo este especialista, são a dividend yield, que mede a rentabilidade da ação em dividendos, e a growth rate, que mede a média do crescimento dos rendimentos dos dividendos distribuídos.
3. O mercado bolsista português
“O investimento em ações em Portugal é menos atrativo do que investir noutros países”, frisou Pedro Amorim. “Cada ano que passa, o nosso mercado fica menos atrativo”, frisou.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

PSI-20 afunda mais de 2,5% e prepara-se para pior semana em 10 anos

A bolsa nacional está a acompanhar as fortes perdas da Europa, negociando em mínimos de agosto do ano passado. Não há nenhuma empresa do PSI-20 com sinal positivo. 





A bolsa nacional está a negociar em forte queda esta sexta-feira, 28 de fevereiro, com o PSI-20 a afundar 2,65% para 4.820,80 pontos, o valor mais baixo desde agosto de 2019. Das 18 cotadas que compõem o principal índice nacional, 16 estão em queda e duas inalteradas.
O PSI-20 já perde mais de 10% esta semana, preparando-se assim para completar a maior queda semanal desde maio de 2010.
Na Europa, os principais índices afundam todos mais de 3%, e o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, deverá completar esta sexta-feira a sua pior semana desde pelo menos 2011.

sábado, 11 de janeiro de 2020

Um canhão pelo cu



Sobre o terrorismo financeiro

"Um canhão pelo cu" é o título de um texto de Juan José Millás publicado na semana passada no El País e que se tornou viral. O suplemento Dinheiro Vivo ( do DN e JN) publica hoje a sua tradução que, com a devida vénia, aqui republico. 
Aviso: contém linguagem que pode ser considerada ofensiva.



Um canhão pelo cu
Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.
Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.
Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.
Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.
A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.
Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.
E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.
Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.
A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.
A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.
Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.
Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.
Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.
Juan José Millás




terça-feira, 11 de junho de 2019

Empreendedores em Rede




Uma rede social portuguesa para unir empreendedores e investidores.

Somos uma rede social que reúne “startups”, investidores e profissionais — está a partir desta quarta-feira disponível na Internet e de forma gratuita.

Somos um projecto inovador português que cria um ponto de encontro 'online' entre os empreendedores, profissionais e investidores com o objectivo de criar mais emprego e empresas em Portugal e, em breve, internacionalmente. 

O conceito inovador dos Empreendedores em Rede tem a ver com a ligação no mesmo espaço “online” de todo o ecossistema de criação de novas empresas, juntando todo o tipo de ideias, projectos e “startup”, isto é, as empresas que nas suas diferentes fases de arranque necessitam de profissionais adequados e de captar investimento.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Bitcoin ganha terreno na Venezuela

Com o bolivar com uma inflação de 2000 % prevista para o próximo ano, a Bitcoin torna-se num refúgio na Venezuela.

Entre pobres e ricos, na Venezuela as moedas virtuais, como a Bitcoin, estão vulgarizar-se e até já há quem utilize a divisa para o dia-a-dia, até mesmo para pagar as despesas com o pessoal numa empresa.
Num país com uma inflação de 2000 % prevista para o próximo ano, a Bitcoin torna-se num refúgio. Leopoldo Gullot, dono de uma empresa de gestão de cambio Bitcoin explica o sucesso das "criptomoedas" no país.
O sucesso das "criptomoedas" levou até mesmo o presidente da Venezuela Nicolas Maduro a anunciar a criação de uma destas divisas. Maduro sempre acusou forças externas de manipularem o valor do bolívar. Agora terá encontrado uma solução. Mas há o receio de que o branqueamento de capitais fique facilitado num pais que é uma maiores placas giratórias de droga.
No início do ano, na Venezuela, uma Bitcoin valia 1000 dólares, este mês atingiu 17 mil dólares.
Sem intermediários e necessidade de possuir contas bancárias, as moedas digitais ganham em popularidade, mesmo para comprar bananas, embora haja quem alerte para os perigos de não existir o controlo e garantias de entidades como os bancos centrais.
Fonte:Euronews


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Bitcoin pode valer US$ 1 milhão nos próximos 20 anos

Chamath Palihapitiya

Bitcoin pode valer US$ 1 milhão nos próximos 20 anos, diz analista.

"Eu acho que esta é uma moeda que provavelmente chegará a US$ 100 mil nos próximos três a quatro anos", afirmou ele à CNBC. 




Social Capital's Palihapitiya: Bitcoin is going to $1 million in the next 20 years from CNBC.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

WEB SUMMIT 2016 SERÁ EM LISBOA!

O maior evento de empreendedorismo do Mundo vai decorrer em 2016 na cidade de Lisboa.




Para se ter uma ideia do que isto significa, no próximo mês de Novembro em Dublin o Web Summit 2015 terá cerca de 30.000 participantes e é atualmente um dos mais importantes pilares do ecossistema empreendedor global com mais de 90% dos participantes vindos de todo o mundo.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Como fazer um plano de negócios



O plano de negócios não é mais do que um documento que sistematiza e apresenta o seu projeto e que dá corpo à sua estratégia.

Se está a pensar lançar um negócio, criar uma empresa e colocar em prática uma ideia fabulosa que acredita que vá fazer a diferença num mercado concorrencial, então saiba que grande parte do sucesso pode estar no seu plano de negócios. O plano de negócios não é mais do que um documento que sistematiza e apresenta o seu projeto e que dá corpo à sua estratégia para destacar a sua ideia entre muitas outras que outros empreendedores tiveram.
O seu plano de negócios deve ser uma ferramenta em formato de documento que contempla a previsão da sua potencial empresa e que poderá ser muito útil na hora de juntar investidores/financiadores e outros parceiros que poderão ser fundamentais para o seu negócio idealizado ver a luz do dia.

Como deve ser estruturado?

Não há formas mágicas para estruturar um plano de negócios, mas segundo o IAPMEI- Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação, uma possível estrutura engloba vários tópicos:
- Apresentação do criador e do projeto
- Contextualização do mercado e da envolvente externa
- Definição de metas e objetivos
- Estratégia comercial
- Estrutura da empresa
- Elaboração de previsões financeiras
- Controlo e gestão do negócio
- Investimento necessário
- Anexar documentos e outra informação

Que informações deve conter?

Todos os planos de negócios devem começar com um sumário executivo, mas confira o que deverá estar também na sua “arma” de planeamento.
Sumário Executivo
Esta é a parte fulcral do seu plano de negócios pois servirá de cartão de visita aos potenciais investidores/financiadores da sua empresa ou do seu novo negócio. Aponte para um sumário executivo que não vá além das duas páginas e que seja simples de ler, sem erros de ortografia. Como uma sinopse/trailer podem vender bem um filme, o seu sumário executivo (munido dos números fortes e dramáticos) pode ser fundamental para conseguir avançar com o seu negócio.
Não se esqueça destes elementos: nome do negócio, do produto ou serviço, sector, missão, mercados potenciais para as ideias, pontos fortes e fracos, as qualidades dos empreendedores relevantes para o projeto, os motivos que fazem da ideia inovadora, a estrutura necessária (recursos humanos e investimento) e o que poderá ser o atrativo para investidores, quanto tempo até começar a gerar resultados líquidos positivos.
Apresentação do empreendedor e do projeto
Apresente-se e saiba vender a sua imagem. Para os investidores e financiadores é muito relevante a experiência que já teve em projetos passados, a sua formação e educação, o seu histórico pessoal, bem como o da equipa que pretende incluir no projeto. A missão da empresa ajudará também a passar a sua imagem corporativa, além do nome e do formato legal da mesma. Junte a isto uma descrição bem elaborada sobre o produto/negócio que pretende criar, apontando as vantagens, o que o torna inovador e potencialmente vencedor, bem como se este produto surge com uma nova empresa ou se é um nascimento dentro de uma empresa que já existia.
Contextualização do mercado e da envolvente externa
Conhecer o mercado que se vai enfrentar é um ponto-chave a incluir no plano. Como se caracteriza o mercado, em que estádio de desenvolvimento está, qual a concorrência que vai enfrentar e a tipologia de clientes são variáveis muito importantes para colocar na equação do seu negócio. Existe muita informação publicada sobre os vários mercados e se quiser ir mais longe poderá procurar ajuda nas empresas de análise de mercado.
Definição de metas e objetivos
Ter metas e objetivos bem traçados e definidos é fundamental para o sucesso de um plano de negócios. Nesta área deverão estar assinalados os principais objetivos a cumprir segundo a natureza do plano.
Estratégia comercial
Definidas as necessidades dos clientes no mercado onde se posicionará o produto é tempo de elaborar uma estratégia comercial. O Marketing deverá passar pela identificação de clientes, segmentação de clientes alvo, a definição dos meios a utilizar para potenciar as vendas, a criação de suportes à estratégia de imagem e comunicação bem como pela formação da equipa de vendas.
Elaboração de previsões financeiras
Nas suas previsões financeiras a incluir no plano de negócios devem constar projeções de break even, projeções de vendas, projeções de cash flow, o que vai exigir o tratamento financeira de alguns documentos de previsão. Além disso, devem constar documentos que justificam os custos com pessoal necessário ao investimento, bem como a projeção de financiamento e outros serviços externos indispensáveis.
Controlo e gestão do negócio
Um bom caminho de cativar investidores é mostrar rigor e segurança nos seus números e estratégia. Por isso, é fundamental mostrar que mantém um apertado controlo em áreas como as vendas, os dados financeiros e a produção. Este controlo será mais eficaz se recorrer a ferramentas de software que permitem a sistematização da informação nestas áreas.
Investimento necessário
Nesta área não deverá nunca deixar de incluir o investimento que acarreta o seu negócio, bem como o tipo de investimentos e a forma de os cumprir, através da planificação das amortizações. Os prazos são também determinantes para perceber o período do investimento ligado ao negócio.
Anexar documentos e outra informação
Passadas as primeiras áreas fundamentais do plano, convém adicionar mais informação que dê força às suas ideias de negócio. Inclua os currículos dos promotores da ideia, todas as especificações técnicas sobre produtos, cópias de patentes, cópia do contrato de frachise no caso de existir um plano de negócios para um franchising, documentos financeiros que suportem toda a previsão de custos e de vendas, cópias de contratos com instalações ou outros, bem como acordos com potenciais parceiros no projeto. Além destes há muitos mais documentos que podem sustentar o seu plano e que estão ligados à sua ideia em concreto e à sua forma de apresentação da informação.

O que o faz melhor?

Se está a começar a fazer o seu plano, saiba que este documento será uma espécie de guião da empresa nos seus primeiros momentos de vida. Claro que para realizar o seu guião perfeito terá de ter uma boa equipa, mas o sucesso do empreendedor depende muito de um bom plano de negócios que seja de fácil aplicação e simplicidade. Conheça alguns fatores que podem fazer do seu plano uma história de sucesso para a sua empresa:
- Simplicidade de apresentação e aplicação
- Objetividade, metas e organização, que passam por objetivos a concretizar, as pessoas responsáveis, orçamentos detalhados. Se o seu plano não é realista e não se fundamenta em alicerces concretizáveis está a cometer erros no seu documento estratégico.
- Bom planeamento financeiro, sustentado em bons documentos de previsão e realista.

Erros a evitar

Se está à procura do melhor plano de negócios para a sua ideia ou para a sua empresa já em funcionamento comece por evitar alguns erros. Comece por não fazer previsões financeiras fantasiosas, isto é, criando grandes projeções a mais de um ano. Ninguém sabe ao certo como será o momento de entrada no mercado quanto mais traçar metas em prazos mais longos.
Para lá do prazo, não torne o seu plano um autêntico testamento, muito pouco motivador para quem lê. Aponte para um limite a rondar as 50 páginas e não se esqueça de um bom sumário no princípio do plano que permita explicar em poucas palavras o que está no plano. Além disso, não seja preguiçoso esquecendo a originalidade e a criatividade. Evite utilizar o que todos usariam no texto da sua apresentação.
Procure ainda não ser demasiado otimista. Ainda que esteja a vender a sua criação empresarial mantenha os seus pés bem assentes na terra e não tome como garantidas algumas fases do crescimento as sua empresa. Tudo o que lhe parece óbvio convém estar bem fundamentado no seu plano de negócios, em anexo, por exemplo. Não acredite que o seu produto vai ser vendido porque lhe parece um produto genial (justifique e racionalize a sua “certeza”), não acredite que os concorrentes vão responder como você responderia à entrada de uma nova empresa ou produto no mercado – tenha em conta todas as possibilidades de resposta. No fundo, prepare o seu plano para todos os riscos fundamentando bem a sua análise.

Como posso usá-lo e ter sucesso?

O plano de negócios é uma ferramenta essencial no sucesso da sua nova empresa ou no seu novo negócio/produto. A razão é simples: com toda a informação esquematizada estará mais preparado para os riscos e tempos difíceis no arranque do seu negócio. Além disso, ter um plano é crucial para obter financiamento para as suas ideias inovadoras, mas não se esgota nessa missão porque planear e prever deverá fazer parte do léxico de qualquer empreendedor.
Para finalizar este capítulo, um bom plano de negócios não é uma peça de arte para ficar em exposição. Ele é um guia que deve seguir na sua atividade materializada a sua ideia em empresa ou negócio novo. Seja rigoroso na hora de seguir as orientações que traçou.

Tipos de planos de negócios

A vida da empresa pode pedir diferentes tipos de planos de negócios. Aqui ficam dois que podem fazer parte de qualquer empresa.
Plano de negócios inicial (startup plan)– É o plano de negócios por excelência, que pode conduzir ao lançamento da empresa. Preocupe-se fundamentalmente com: explicar bem o seu novo produto ou serviço, criar um suporte de sucesso à ideia que tem em mente agrupando a melhor equipa para o conseguir.
Plano de Crescimento/Expansão – Neste caso o plano pode ser interno (não precisar de financiamento) ou externo (necessário financiamento) e pressupõe que exista um novo produto ou negócio ligado à empresa já existente. Deverá preocupar-se pelo menos em demonstrar a qualidade financeira do novo negócio e será muito relevante a experiência de gestão da empresa já existente.

Dimensões vencedoras

Como se explicou acima, não convém preparar um plano de negócios que seja um peso para quem o lê. Embora todos os elementos necessários devam estar nas suas páginas, a verdade é que convém tratar a informação de forma simples e com boa leitura para financiadores, investidores, sociedades de capital de risco. Muitas vezes a dimensão depende também desta facilidade de leitura já que dependerá dos elementos gráficos, da complexidade de informação e da forma como está apresentada.
Aponte para um plano de negócios que numa leitura rápida responda às principais questões de quem o lê. Tempo é dinheiro e 15 minutos podem ser suficientes para perceber se o seu plano contém uma ideia de sucesso. Além disso, saiba que algumas entidades que promovem concursos limitam as páginas do seu plano a um número que pode rondar as 30, mas muitos planos vão até às 50 páginas. Não cometa erros fixando o seu plano nestas métricas de páginas porque ter 30 páginas densamente preenchidas e de difícil compreensão pode ser pior do que ter 50 páginas de simples leitura e bem apresentadas.
Mantenha uma larga percentagem de páginas de texto e outras com elementos gráficos que suportem o seu plano, acrescentando nas principais páginas os elementos-chave do ponto de vista financeiro.


Faça um teste ao seu plano

Se tem o seu plano concluído, está na hora de fazer o teste para saber se tem o que precisa para ter sucesso. Será que o seu plano dá respostas sobre quem está por detrás da ideia, os seus fundadores, a sua educação e formação, a sua experiência profissional, a sua reputação no mercado empresarial ou feitos de empreendedorismo? Faça perguntas que procuram boas respostas no seu plano.
1. O plano é realista nos objetivos e formas de sucesso?
2. O plano contempla os riscos potenciais?
3. Quem são os empreendedores e que reputação mantêm ao nível pessoal e profissional?
4. Qual é a equipa que vai levar avante o projeto?
5. Têm a melhor equipa para o tipo de projeto?
6. O que move os empreendedores?
7. Como podem responder aos fatores de risco do negócio?
8. Estão os empreendedores preparados para tomar decisões difíceis?


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Novos Rurais - Um regresso com futuro


São jovens empreendedores QUE MIGRAM PARA O campo com uma renovada cultura de território, e visão a longo prazo da importância da agricultura para o País e para o seu legado. Promovem um regresso sustentável à RURALIDADE, que combate o desemprego, estimula o desenvolvimento económico e gera poupanças na economia familiar.


POR GABRIELA COSTA

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Em 2015, mais de 69 por cento da população portuguesa viverá nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. O número avançado recentemente pela ONU revela um crescimento significativo desta concentração, que não é nova: em 2001, 42% da população vivia nas áreas metropolitanas.
Sucede que esta realidade promove o aumento do custo de vida (no mesmo ano, setenta por cento do endividamento das famílias concentrava-se nas áreas metropolitanas), dos problemas de mobilidade e das condições de vida precária, a nível social mas também ambiental.


Para os Novos Povoadores, a promoção de oportunidades de empreendedorismo nos territórios rurais “provocará o desejado êxodo urbano”. Reduzir o fosso das assimetrias regionais com benefícios para os novos residentes e para os territórios de baixa densidade é um objectivo a conseguir através da instalação de unidades empresariais no interior, a custos reduzidos, e com uma mão-de-obra também mais barata que a dos centros urbanos.


O campo torna-se ainda uma boa escolha pela reconhecida qualidade de vida que proporciona, graças à sua baixa densidade, defendem os Novos Povoadores, que estão a dinamizar uma rede de empreendedorismo no meio rural, em sectores económicos suportados pelas Tecnologias de Informação e Comunicação.
Uma “economia sem geografia” não é uma visão utópica numa sociedade cada vez mais globalizada, preconizam, e “a ruralidade tem hoje atractivos que lhe permite competir com as áreas urbanas, garantem.


Frederico Lucas, que promove o projecto Novos Povoadores e coordena o infoex.pt (iniciativa que acolhe em património edificado ao abandono, no interior do país, empresas de jovens empreendedores, em áreas como a agricultura, a comunicação ou a floresta), é um defensor dos Working Labs, oficinas de experimentação profissional que estão a ser dinamizadas em articulação com algumas autarquias. Estas oficinas resolvem dois problemas, afirma: são uma alternativa para muitos jovens qualificados no desemprego e dinamizam os equipamentos públicos já existentes nos meios rurais.

Neste modelo flexível de ‘levar a cidade para o campo’, a agricultura surge como área estratégica, já que “é consensual que Portugal pode reduzir a dependência externa dos produtos agrícolas”. Esse caminho pode e deve ser traçado apoiando novas iniciativas agrícolas orientadas para as novas tendências de consumo, defende Frederico Lucas.



Ainda vive na cidade?
 
“Segue o teu destino, Rega as tuas plantas, Ama as tuas rosas. O resto é a sombra De árvores alheias.” É com esta filosofia de vida que o Movimento Farming Culture, Novos Rurais defende novos valores que sustentam a procura da proximidade com a natureza e com a vida no campo.



Pensar o "rural" e o "urbano" a partir da interacção de agentes sociais que visam “romper com a dualidade inerente a essas categorias” é a missão deste projecto que se dirige a uma nova classe de pessoas que, tendo nascido na cidade, opta por viver no campo.


Os também chamados Agricultores de Sofá são jovens executivos, empreendedores, que “gerem a dinâmica e o stress empresarial mas não usam gravatas". Amantes do campo, tendem a aproveitar o melhor do meio rural mantendo algum do conforto que tinham na cidade.


Mas, como é, na prática, dinamizado o movimento Novos Rurais? 
Reunindo e partilhando ideias, projectos e experiências, sobre a paixão da vida no campo. Agregando pequenos agricultores biológicos e aproveitando “este nicho da economia que é vital ao desenvolvimento do país”. Privilegiando, “de forma sistemática”, a aquisição de produtos portugueses, adquirindo-os a pequenos produtores e gerando riqueza no país, consolidando postos de trabalho nacionais.

Dinamizando fóruns de discussão e apresentação de projectos de turismo rural e turismo de natureza, “salvaguardando deste modo a nossa riqueza patrimonial, natural, cultural e turística”. E promovendo workshops, em temáticas como hortas urbanas, permacultura e eco-construção, explica, em declarações ao VER, João Monge Ferreira, fundador e promotor do projecto Novos Rurais.



“A promoção de oportunidades de empreendedorismo nos territórios rurais provocará o desejado êxodo urbano” – Novos Povoadores.
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A iniciativa pretende ainda permitir que a sociedade urbana reencontre o prazer de cultivar e de cuidar de pequenas hortas, promovendo valores como o auto-consumo, e a saúde e bem-estar.

Para este empreendedor, a agricultura “é uma questão de segurança nacional”. Na sua opinião, “vítimas das reformas da PAC, nos últimos vinte anos temos vindo a perder cultura de território, que demorámos centenas de anos a adquirir”. 



Crítico, João Monge Ferreira considera que o País tem “gradualmente abandonado a agricultura e vimos as nossas reservas estratégicas reduzidas a números assustadores”.


Portugal assumiu uma vocação florestal que foi importante para a economia a curto prazo, diz, mas “devastadora para o território a médio e longo prazo, como têm demonstrado os últimos anos, em que vimos boa parte do território nacional a arder e os solos, já de si pobres, a empobrecerem ainda mais”.


A boa notícia, garante, é que “a agricultura está de volta”: os neo-rurais são agricultores que “voltam a ter uma grande cultura de território e visão a longo prazo, da importância da agricultura para o seu país e para o seu legado”.




Uma EcoCasa portuguesa, concerteza 
Uma Eco Casa para todos construída através de uma rede de fornecedores cem por cento portugueses que se tornam embaixadores da causa. É esta a ambição do projecto também fundado por João Monge Ferreira, com os objectivos de atrair, sensibilizar e informar as pessoas que procuram (re) construir edifícios e espaços.
Para tal, “são convidados todos aqueles que projectam, planeiam e executam as construções e os equipamentos, com uma atitude intencional na criação de construções sustentáveis, com menores custos económicos e ambientais e aportando valor acrescentado à qualidade de vida”, anuncia a iniciativa.



Os promotores da EcoCasa Portuguesa, desígnio que nasceu nas redes sociais, querem construir uma casa amiga do ambiente totalmente nacional - desde o projecto de arquitectura aos materiais utilizados, “a ideia é que tudo seja made in Portugal e fornecido graciosamente”.


Ao VER, o responsável desta iniciativa, que dirige ainda os projectos Empreendedores em Rede e Cibereconomia explica que, na fase inicial, a casa modelo será uma forma de os ‘embaixadores’ promoverem os seus produtos e serviços, e serem fornecedores dos futuros projectos.


O objectivo é que a casa “se adapte aos diversos climas, relevos e matérias-primas de cada região”, até porque o futuro do projecto passa pela comercialização em vários países, adianta. É o caso de Angola, Brasil, Espanha e Moçambique, para além de Portugal.


Segundo João Monge Ferreira vão ser projectados modelos low-cost, para fácil implantação em zonas rurais. A primeira habitação, um T3 “orçado em 150 mil euros”, a construir num prazo de dois anos, é um projecto com uma forte componente pedagógica ambiental”, conclui.


O nosso agradecimento à revista VER